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Análise | Teledramaturgia

Com vilão meia-boca e favela ideal, Paraisópolis 'esquece' protagonistas

Reprodução/TV Globo

Sob o olhar de Bruna Marquezine, o vilão meia-boca de Caio Castro encara Maurício Destri - Reprodução/TV Globo

Sob o olhar de Bruna Marquezine, o vilão meia-boca de Caio Castro encara Maurício Destri

RAPHAEL SCIRE

raphascire@gmail.com

Publicado em 4/9/2015 - 15h36
Atualizado em 6/9/2015 - 14h01

Uma favela idealizada, colorida e sem problemas. Vilões que se mostraram não tão vilões assim e mocinhos felizes. Falando desse jeito, parece um resumo simplista de último capítulo de novela, mas não é.

Com audiência consolidada e um pouco acima da média das antecessoras (média de 24 pontos até agora), I Love Paraisópolis, o folhetim das sete da Globo, poderia muito bem ter gerado acomodação por parte de sua equipe. Só que na semana passada, ao chegar ao capítulo 100, os autores promoveram uma virada na trama e mostraram que a história ainda tem cartucho para queimar. 

O grande destaque da novela, sem dúvida, é a agilidade da edição, que contribui para que a história ganhe dinamismo, além de acompanhar e manter o ritmo da narrativa e ser essencial para o humor. Ainda assim, a trama central da mocinha Marizete (Bruna Marquezine) e de Benjamin (Maurício Destri) anda apagada. Com final feliz antecipado, o casal está prestes a juntar as escovas de dentes. Depois de uma trajetória de ascensão, Mari virou empresária e inaugurou seu restaurante. 

Agora que os dois estão bem resolvidos, surge uma questão importante e essencial ao conflito e à movimentação da trama: Qual será o ponto de impasse entre a mocinha e o mocinho nos próximos dois meses? 

É preciso lembrar que houve uma bem coreografada dança das cadeiras com os pares amorosos: Margot (Maria Casadevall) e Grego (Caio Castro) se apaixonaram, deixando o caminho livre para Mari e Benjamin, e Soraya (Letícia Spiller) de megera passou a benfeitora. Novela sem conflito, entretanto, não existe, e as chances da trama cair na mesmice e embarrigar são enormes.

Mesmo que regenerar vilão seja um recurso explorado à exaustão na teledramaturgia _e ainda que seja só uma farsa_, a transição dos personagens Grego e Soraya foi bem trabalhada, sem atropelos e mudanças bruscas em seus perfis. Assim, a vilania da novela foi concentrada em Gabo (Henri Castelli) e Ximena (Carol Abras), e os atores correspondem ao peso dos papéis. 

Outro ponto de destaque na história é o espaço dado para que personagens coadjuvantes cresçam em cena, ainda que em detrimento da trama central romântica. Nesse time, destaque para Silvéria (Ilana Kaplan), Armandinho (Eduardo Dusek) e o mordomo Junior (Frank Menezes), que defendem bem o humor de Paraisópolis.

Sem medo de gastar história, I Love Paraisópolis surpreende o público com virada inesperada, mas precisa urgentemente voltar sua atenção aos protagonistas.


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