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Crítica | Novela das seis

Com tramas bobas e clichês, Boogie Oogie se sustenta na fragilidade

Reprodução/TV Globo

Heloísa Périssé e Isis Valverde em cena de Boogie Oogie: clichê da troca de bebês da na maternidade rende - Reprodução/TV Globo

Heloísa Périssé e Isis Valverde em cena de Boogie Oogie: clichê da troca de bebês da na maternidade rende

RAPHAEL SCIRE

Publicado em 20/10/2014 - 19h21
Atualizado em 21/10/2014 - 16h34

Boogie Oogie, a atual trama das seis da Globo, não tem o arrojo estético de sua antecessora, Meu Pedacinho de Chão. Traz uma história mastigadinha, quase didática, mas que tem como mérito a conquista e a fidelização de seu público. Com cenas rápidas e ritmadas, a novela é ágil e, em contrapartida, repleta de clichês.

É justamente a fragilidade da história que a sustenta. Um exemplo é a trama da pinta idêntica de Fernando (Marco Ricca) e Sandra (Isis Valverde), pai e filha que só descobriram a relação biológica entre eles recentemente. Antes, é claro, Sandra sentia verdadeira repulsa por ele, um ódio que, aos poucos, dará lugar ao amor. Um enredo manjadíssimo, mas que funciona.

Depõem contra, ainda, as coincidências que explicam o roteiro e intrigas bobinhas, como a da vilã Carlota (Giulia Gam), que armou para que o cunhado Ricardo (Bruno Garcia) ficasse contra a mãe, Madalena, usando como pretexto uma saída dela com o neto para tomar milkshake. Banal, mas movimentou um capítulo.

A seu favor, porém, a trilha sonora disco e a reconstrução da época. Fora isso, Boogie Oogie carrega outras qualidades inerentes ao gênero: os ganchos fortes, seja em quebra de bloco comercial, seja em final de capítulo, e a reitatividade. Embora pareça repetitivo, este último é um recurso didático do qual as telenovelas não podem prescindir.

Boogie Oogie também tem a sorte de ter um casal protagonista com química, o que gera a torcida do público. Isis Valverde e Marco Pigossi (Rafael) são, sem dúvida, os grandes talentos da geração.

Outro destaque vai para Deborah Secco, que, mesmo em um papel coadjuvante, consegue marcar presença em cena. Já Francisco Cuoco pode ter seu espaço reconhecido na história da teledramaturgia brasileira, mas a gagueira que ele usa de muleta interpretativa _e com recorrência em seus personagens_ é irritante. Destoa ainda mais quando contracena com Betty Faria (Madalena), outra que está em ótimo momento. 

Propositadamente, o filtro usado pela direção nas imagens deixa a novela com uma cara envelhecida, que casa bem com a época em que Boogie Oogie é ambientada. Os figurinos foram alvos de crítica, mas as meias lurex com sandálias usadas por Vitória (Bianca Bin) imediatamente remetem à clássica Dancin'Days (1978).

Boogie Oogie é repleta de clichês, mas deixa no telespectador a sensação de que a história avança, ainda que por caminhos já conhecidos e nada originais. 


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