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Após dobrar tamanho em um ano, Netfllix diz que Brasil é um foguete

Imagens: Divulgação/Netflix

Reed Hastings, CEO da Netflix, durante evento para a imprensa brasileira nesta semana - Imagens: Divulgação/Netflix

Reed Hastings, CEO da Netflix, durante evento para a imprensa brasileira nesta semana

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 11/02/2017, às 06h22

Lançada em setembro de 2011 no Brasil, a Netflix cresceu em um ritmo que assusta até seus executivos estrangeiros. No último ano, dobrou sua clientela brasileira, com um salto de três para seis milhões de assinantes, e o país se tornou um dos principais mercados do serviço de vídeo por streaming, ao lado de Canadá e Reino Unido.

"Eu falo para os nossos acionistas que o Brasil é um 'foguete', o crescimento daqui impressiona e queremos aumentar nossos investimentos em conteúdo local", afirmou o CEO da empresa, Reed Hastings, em evento para a imprensa brasileira nesta semana.

A Netflix não divulga números por países, apenas confirma que tem cerca de 40 milhões de assinantes fora dos Estados Unidos. Estudos que consideram o número de streamings e de logins, no entanto, estimam que a plataforma ultrapassou a casa dos seis milhões de clientes no país em 2016. Se fosse uma operadora de TV paga, seria a segunda maior do Brasil, atrás apenas da Net.

Para aproveitar esse "foguete", a Netflix tem planos expansionistas para o Brasil. Nesta semana, anunciou a produção de Samantha!, primeira comédia original produzida no país. A série vai contar a história de uma ex-atriz mirim que não conseguiu manter o sucesso e, aos 20 anos, enfrenta uma situação difícil _que fica ainda pior por se casar com um ex-jogador de futebol que passou dez anos na cadeia.

"Eu acho que esse é o tipo de série que não vai agradar apenas ao público local, mas que vai divulgar a cultura brasileira por todo o mundo", propagandeia o executivo. A série, ainda sem elenco definido, será uma produção da Losbragas, empresa da atriz Alice Braga, do diretor Felipe Braga e da produtora Rita Moraes.

Anderson Silva, Rafinha Bastos, Charissa Thompson e Terry Crews, de Ultimate Beastmaster

Samantha! se junta ao drama futurista 3%, lançado no ano passado e que terá uma segunda temporada, ao filme O Matador e à série sobre a Operação Lava Jato, criada e dirigida por José Padilha (de Tropa de Elite e Narcos).

"Sei que a equipe já está trabalhando em Lava Jato, escrevendo, desenvolvendo. É um assunto importante, muito atual e, como vem do Padilha, já posso prever que vai ser polêmico. Mas não queremos uma abordagem jornalística nem tomar um lado nisso tudo, vamos contar uma história real pelo lado humano", adianta Hastings.

O CEO não demonstra preocupação com a possibilidade de a operação policial ser brasileira demais para fazer sucesso no resto do mundo. "Outros países já passaram por coisas parecidas, tenho certeza de que poderão se identificar", minimiza.

O país não é foco da Netflix apenas em produções locais: o reality show de competição Ultimate Beastmaster, que estreia no dia 24, reúne competidores de seis nações _e o Brasil é o único representante da América Latina. Para ficar ainda mais "nacional", a apresentação da versão local ficará a cargo de Rafinha Bastos e Anderson Silva.


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