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EM DOCUMENTÁRIO

Sexo, agressão e drogas: Marilyn Monroe expõe sua vida secreta na Netflix

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Marilyn Monroe posando para foto

Atriz morreu aos 36 anos, vítima de uma overdose; seus segredos são revelados em documentário

JOSÉ VIEIRA

jose@noticiasdatv.com

Publicado em 14/5/2022 - 6h20

Marilyn Monroe (1926-1962) é um dos nomes mais célebres da indústria do entretenimento. Sua ascensão ao estrelato fez com que ela se tornasse uma figura recorrente em manchetes de tabloides internacionais. Vítima de uma overdose em uma morte precoce, a atriz deixou uma série de lacunas que se mantiveram em branco durante anos --algumas delas são finalmente respondidas no documentário O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas (2022), lançado pela Netflix.

A produção, que está entre os 10 filmes mais assistidos na plataforma pela segunda semana consecutiva, gira em torno de uma investigação realizada pelo escritor Anthony Summers.

Desde 1962, muito se especula sobre a verdadeira causa da morte de Marilyn. Na ocasião, teorias conspiratórias acusavam o governo norte-americano de um possível envolvimento no suicídio da artista.

O documentário se encarrega de analisar os inúmeros rumores relacionados à atriz, desde seu vício em drogas até seu relacionamento com John F. Kennedy (1917-1963), ex-presidente dos Estados Unidos.

Com gravações de pessoas próximas à estrela, a produção traz relatos de outros grandes nomes de Hollywood, como Jane Russell (1921-2011), que contracenou com Marilyn em Os Homens Preferem as Loiras (1953).

O sugar daddy de Marilyn

Johnny Hyde e Marilyn Monroe

Johnny Hyde foi sugar daddy de Marilyn

Dominada por homens, a indústria cinematográfica costuma ser um ambiente incerto para as mulheres. Na década de 1950, agentes de cinema se aproveitavam de sua influência no mercado para chamar a atenção de atrizes novatas e enganá-las com a possibilidade de alcançar o sucesso. No entanto, Marilyn usou isso ao seu favor.

Summers contou que, no início da carreira, a atriz se relacionou com Johnny Hyde (1895-1950), um agente de grande prestígio nos Estados Unidos. Três décadas mais velho do que Marilyn, ele deixou sua então mulher para investir na ascensão da artista. O namoro de ambos funcionou como uma espécie de relacionamento sugar, em que uma das partes oferece dinheiro em troca de um envolvimento amoroso --o chamado sugar daddy.

Assim, Hyde, que estava com graves problemas de saúde, decidiu focar seus últimos 18 meses de vida na imagem pública da atriz. "À noite, ele a levava para conhecer pessoas influentes. De dia, elogiava os talentos dela", revelou Summers. Com o apoio do agente, Marilyn conseguiu seu primeiro papel de destaque em O Segredo das Joias (1950).

Joe DiMaggio e Marilyn Monroe

Casamento com DiMaggio durou só um ano

Violência doméstica

Anthony Summers teve acesso aos registros psiquiátricos de Marilyn. Com uma infância conturbada, a atriz passou por dez lares adotivos e ficou dois anos em um orfanato. Seu passado fez com que a estrela desenvolvesse sintomas de paranoia, masoquismo e uma tendência a se sentir rejeitada.

Tais questões fizeram com que ela criasse um forte sentimento de dependência emocional, algo que se refletia de maneira intensa em seus relacionamentos. Em 1954, ela se casou com o jogador de beisebol Joe DiMaggio (1914-1999). No entanto, o casamento não saiu como o esperado.

DiMaggio criou uma ideia de que a atriz atenderia ao modelo bela, recatada e do lar. Quando suas expectativas não foram cumpridas, o jogador passou a reagir de forma violenta com Marilyn. O ápice de seu descontentamento aconteceu durante as gravações de O Pecado Mora ao Lado (1955).

O filme de comédia foi responsável por criar a icônica cena do vestido branco, em que Marilyn tem suas pernas expostas. A filmagem não agradou a DiMaggio, que, algumas horas depois, agrediu a atriz no quarto de hotel em que estavam hospedados. "[Os machucados foram] mais nos ombros dela. Com um pouco de maquiagem, ela continuou trabalhando", revelou Gladys Whitten, cabeleireira da artista.

Marilyn e John F. Kennedy

Apesar de Marilyn e Kennedy nunca terem feito declarações sobre o assunto, o rumor de que o ex-presidente teve um caso extraconjugal com a atriz é dado como certo pelo documentário. Para confirmar a informação, Summers recorre às declarações feitas pelo detetive Fred Otash, que investigou a vida da família Kennedy a mando de opositores políticos.

Otash colocou escutas nas residências de Kennedy e Marilyn. Sua investigação concluiu que, além do envolvimento amoroso entre as figuras públicas, a separação do casal foi algo planejado pela equipe do então presidente.

O fim da relação ocorreu devido ao envolvimento da atriz com partidos que flertavam com o comunismo. Ser relacionado com uma imagem de esquerda, na ocasião, não cairia bem para um presidente dos Estados Unidos. Foi então que Kennedy decidiu dar um basta no affair.

A acusação de que o governo norte-americano teria assassinado Marilyn Monroe foi descartada por investigadores. No entanto, se afastar do romance fez com que a atriz aumentasse seu consumo de álcool e remédios para dormir, o que causou sua overdose. 

O documentário antecipa o lançamento de Blonde, filme autobiográfico da atriz que também será distribuído pela Netflix. Protagonizado por Ana de Armas, o longa está previsto para ser lançado ainda neste ano.

O Mistério de Marilyn Monroe: Gravações Inéditas está disponível na plataforma de streaming. Assista ao trailer:


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