GOSTO PELA MALDADE

Na sexta vilã, Alessandra Negrini diz que fazer mocinha é muito chato

Reprodução/TV Globo

Alessandra Negrini como a vilã Susana, grande antagonista da novela Orgulho e Paixão - Reprodução/TV Globo

Alessandra Negrini como a vilã Susana, grande antagonista da novela Orgulho e Paixão

LUCIANO GUARALDO, no Rio de Janeiro - Publicado em 13/03/2018, às 05h49

Alessandra Negrini não esconde a preferência pela maldade: nos últimos 21 anos, interpretou seis vilãs e apenas duas mocinhas. Ela emenda sua quinta antagonista consecutiva a partir da próxima terça-feira (20), quando estreia a novela das seis Orgulho e Paixão, na qual viverá a ambiciosa Susana. A atriz de 47 anos não se importa em ficar estigmatizada com os papéis de má, já que pensa que interpretar mocinhas de folhetim é algo muito chato.

"Em novelas, você tem essa coisa mais polarizada, da mocinha boazinha contra a vilã malvada. Aí, eu prefiro fazer a malvada mesmo, acho os vilões mais interessantes, tem um componente de subversão que me atrai muito", define ela.

Alessandra, porém, ressalta que já foi atraída por heroínas em minisséries. "Em Engraçadinha (1995), eu era a protagonista jovem, a Isabel de A Muralha (2000) também era do bem. Eram mocinhas, mas tinham personalidade forte, aí eu gosto de fazer. Os diretores acham que eu tenho personalidade forte e me convidam para papéis assim. E eu sinto que, geralmente, as mocinhas não têm isso", define ela.

A última heroína da atriz em novelas foi em Paraíso Tropical (2007), mas na trama de Gilberto Braga ela se dividia entre a gêmea boa Paula e a gêmea má Taís. Assim, pôde exercitar sua vilania. Ela também foi do mal em Anjo Mau (1997), Desejos de Mulher (2002), Lado a Lado (2012) e Boogie Oogie (2014).

Mocinha de fato, sem irmã gêmea má a tiracolo, Alessandra só viveu uma vez: foi a Rebeca, de Meu Bem Querer (1998). Nas duas décadas que a separam da novela de Ricardo Linhares, muita coisa mudou. "Eu não tenho mais idade para ficar fazendo mocinha, sacou?", dispara a atriz, sem papas na língua.

márcio de souza/tv globo

Alessandra em cena como a mocinha Paula, de Paraíso Tropical: última heroína em novelas

Longe da Globo há três anos, a atriz conta que o público cobra sua volta à TV o tempo todo. "É incrível isso, você fica um mês fora do ar e as pessoas já começam a cobrar. Mas é um bom sinal, mostra que as pessoas gostam de você", aponta.

Alessandra, aliás, revela que apesar de ter uma carreira repleta de vilãs, não sente o ódio dos telespectadores. "Nunca tomei bolsada na rua. Pelo contrário, sempre me senti muito amada. As pessoas gostam dos vilões, né? Ele mexe com o sangue, deixa o coração acelerado. Acho que o público gosta da adrenalina, da emoção."

'Vai, malandra'
Em Orgulho e Paixão, Alessandra busca o humor para compor as maldades de Susana, que trabalha como braço direito da fazendeira Julieta (Gabriela Duarte). "Ela é uma vilã engraçada, que só quer se dar bem. É uma malandra, não vale nada", adianta a atriz, que formará uma dobradinha da maldade com Joaquim Lopes.

"Ele faz o ex-marido dela, o Olegário, um homem rico que pegou ela na cama com o melhor amigo e terminou o casamento. Só que ele perde tudo, volta pobre e a Susana começa a usá-lo para os planos dela. Ela vai fazer ele de gato e sapato."

Alessandra explica que foi justamente a oportunidade de fazer uma vilã cômica que a atraiu para Orgulho e Paixão. "Já estava na hora de eu voltar, porque estava afastada há um tempo, e achei a personagem bem escrita. O texto é interessante, sedutor. Parece ser uma novela diferente, por isso topei fazer", justifica.

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