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ETERNA FILÓ

Gorete Milagres revela tentativa de estupro: 'Desenvolvi síndrome do pânico'

AGNEWS

Gorete Milagres em evento teatral, em São Paulo

Gorete Milagres em evento teatral, em São Paulo; humorista fez relato de abusos e violência doméstica

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 16/10/2020 - 20h18

Gorete Milagres, 56 anos, a eterna Filó de A Praça É Nossa, do SBT, fez um doloroso desabafo sobre uma série de abusos que sofreu desde a infância. Em seu desabafo, descreveu com detalhes uma tentativa de estrupo aos 19 anos pelo namorado de uma amiga. De ex-parceiros, também sofreu violência doméstica, inclusive, quando estava grávida. "Desenvolvi síndrome do pânico", disse após listar as agressões.

Em entrevista para a revista Claudia, nesta sexta-feira (16), a humorista narrou em primeira pessoa todas as relações tóxicas e os mais diversos tipos de assédio, incluindo o moral, em ambientes de trabalho. Segundo ela, o histórico de violência começou na infância, quando apanhava de seu pai. "Naquela época, bater não era abuso, mas uma forma de educar", relembrou.

"Aos 19, virgem, sofri uma tentativa de estupro. Estava com amigas quando começou a chover e saí correndo para casa. No meio do caminho, o namorado de uma delas, que estava com a gente antes, me ofereceu uma carona", iniciou.

"Eu inocentemente aceitei, mas ele dirigiu para uma mineradora afastada. Tentou tirar minha calça e não conseguiu, pois eu estava com um lenço amarrado na cintura. Morri de medo e criei uma cena. Deixei ele me dar um beijo e disse que preferia ir a um motel. A ideia era saltar do carro em um farol na cidade", completou.

Para fugir da tentativa de estupro, Gorete foi ao limite. "Rezei, abri a porta do carro e pulei. Rolei bastante, depois me levantei e corri, com ele me seguindo. Avistei um ônibus e entrei na frente acenando para o motorista. Ele me deu uma carona até perto de casa. Decidi pedir ajuda a uma amiga, cujo pai era advogado. Contei para ele o que tinha acontecido e ele me aconselhou a não ir à delegacia, pois, como a cidade era pequena, seria vítima de fofocas", relembrou.

Gorete Milagres caracterizada como Filó

Com medo e para preservar a mãe, a atriz inventou que tinha sido atacada por um cachorro. Depois disso se mudou para o Rio de Janeiro. Em 1991, conheceu um rapaz, que observou o início de seu sucesso como Filó.

No entanto, o temperamento forte do parceiro a fez pedir a separação, mas reatou assim que descobriu que estava à espera da primeira filha. "Esse homem me agrediu algumas vezes, mas a gota d’água foi quando me bateu grávida", desabafou.

Em um outro relacionamento, Gorete contou que viu o parceiro agredir fisicamente sua filha. "Namorei outros homens que se mostraram possessivos, provocando episódios de ciúmes. Um fazia cenas bizarras quando fãs me pediam um abraço", contou ela, que já temeu o feminicídio.

"Fui vítima de abuso até no trabalho. Não foi fácil chegar na televisão e já ser campeã de audiência por ter conquistado o público com meu humor. Em um levante machista, colegas espalharam notícias falsas a meu respeito, tentando me queimar no meio", declarou. Segundo a artista, ela foi vítima, inclusive de tortura psicológica de um diretor de TV.

"Desenvolvi síndrome do pânico por causa de todos os abusos sofridos na carreira e na vida pessoal. Além de anos de terapia, fiz tratamento com remédio e me curei com força de vontade e no palco", finalizou.

Vida pode virar filme

Em seu Instagram, a artista confidenciou os motivos que a levaram a expor momentos tão traumáticos. "Meu relato verdadeiro e dolorido de todos os abusos machistas que eu já fui vítima na minha vida. Demorei muito a ter coragem para falar sobre isto, pois eu sabia que isto poderia acender feridas adormecidas. Mas hoje tenho certeza que as feridas só serão cicatrizadas quando eu falasse abertamente sobre as minhas dores", disse.

"Repito, fui salva pelo o dom de transformar os meus dramas em comédias. Os comediantes normalmente são dramáticos demais e carregam marcas da vida. A repetição de fatos e a perda de tempo com abusadores e machistas nunca mais, mas paguei muito caro pra estar longe de tudo isto", continuou.

Segundo ela, os traumas afetaram sua vida profissional. "A minha carreira entrou em jogo, mudou expectativas e mesmo com o sofrimento e frustrações eu sigo com ela, em outro ritmo mas certa que o caminho é este, dando o melhor de mim em todo trabalho que faço e sempre priorizo a distância do que me fez e faz mal", considerou.

"Hoje sou uma mulher livre pra escolher o caminho e sei que sou privilegiada e agradeço sempre por tudo e todos que me deram oportunidades para eu chegar neste ponto a onde me encontro. Aos que me fizeram e fazem mal eu rezo pra eles encontrarem luz, pois o caminho do ódio e das mágoas a troco de nada ou por pura vaidade e ego, só lhe fazem mal", observou.

Por fim, após compartilhar o drama com o público, a atriz revelou considerar transformar a narrativa de sua vida em algo maior. "Eu sigo com a consciência tranquila e certa que a minha história dá filme, série, novela. Enredo é o que não falta: mulher, violência, fama, sucesso, guerra de Ibope, ego e poder", listou.

"Vou começar a escrever. Obrigada a revista Cláudia pelo cuidado com as minhas palavras e pela oportunidade de me expor num espaço dedicado ao grito entalado das mulheres. Avante mulheres", finalizou.

Confira publicação de Gorete Milagres no Instagram:

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Já nas bancas “ A Palavra de uma Mulher” na REVISTA CLÁUDIA. Meu relato verdadeiro e dolorido de todos os abusos machistas que eu já fui vítima na minha vida. Demorei muito a ter coragem para falar sobre isto, pois eu sabia que isto poderia acender feridas adormecidas. Mas hoje tenho certeza que as feridas só serão cicatrizadas quando eu falasse abertamente sobre as minhas dores. Repito, fui salva pelo o dom de transformar os meus dramas em comédias! Os comediantes normalmente são dramáticos demais e carregam marcas da vida. A repetição de fatos e a perda de tempo com abusadores e machistas nunca mais, mas paguei muito caro pra estar longe de tudo isto. A minha carreira entrou em jogo, mudou expectativas e mesmo com o sofrimento e frustrações eu sigo com ela, em outro ritmo mas certa que o caminho é este, dando o melhor de mim em todo trabalho que faço e sempre priorizo a distância do que me fez e faz mal. Hoje sou uma mulher livre pra escolher o caminho e sei que sou privilegiada e agradeço sempre por tudo e todos que me deram oportunidades pra eu chegar neste ponto a onde me encontro! Aos que me fizeram e fazem mal eu rezo pra eles encontrarem luz, pois o caminho do ódio e das mágoas a troco de nada ou por pura vaidade e ego, só lhe fazem mal. Eu sigo com a consciência tranquila e certa que a minha história dá filme, série, novela. Enredo é o que não falta: Mulher, violencia, fama, sucesso, guerra de Ibope, ego e poder! Vou começar a escrever! Obrigada a revista Cláudia pelo cuidado com as minhas palavras e pela oportunidade de me expor num espaço dedicado ao grito entalado das mulheres! Avante mulheres!

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