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LUTO

Eterno vilão de A Próxima Vítima, Cecil Thiré morre aos 77 anos

DIVULGAÇÃO/TV GLOBO

Cecil Thiré como o assassino Adalberto em A Próxima Vítima

Cecil Thiré como o assassino Adalberto em A Próxima Vítima; ator morreu nesta sexta (9)

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 9/10/2020 - 14h23
Atualizado em 9/10/2020 - 15h04

Filho único do relacionamento da estrela Tônia Carrero (1922-2018) com o cineasta Carlos Arthur Thiré (1917-1963), Cecil Thiré morreu enquanto dormia em casa, no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (9). O ator estava com 77 anos e sofria com mal de Parkinson. Na TV, um de seus papéis famosos foi o do assassino Adalberto em A Próxima Vítima (1995).

Diretor de teatro e professor de interpretação, Cecil Thiré estava fora da televisão desde 2012, quando participou da novela Máscaras, de Lauro César Muniz, na Record --ele trabalhou na emissora durante oito anos e esteve em tramas como Cidadão Brasileiro (2006), Vidas Opostas (2007) e Poder Paralelo (2009).

Filho de artistas, Cecil Aldary Portocarrero Thiré começou a carreira cedo. Nascido no Rio de Janeiro em 28 de maio de 1943, ele já estava dirigindo e atuando no filme Os Mendigos (1962) aos 18 anos. Também participou do clássico Os Fuzis (1964), de Ruy Guerra.

Começou a trajetória na TV em Angústia de Amar (1967), na Tupi, e foi contratado pela Globo em 1974. Na emissora, ele trabalhou como ator e diretor. Esteve em mais de 20 produções, incluindo novelas, humorísticos e especiais.

Interpretou o maldoso Mário Liberato em Roda de Fogo (1986), mas atingiu o ápice da vilania na dramaturgia ao viver Adalberto, o assassino em série de A Próxima Vítima. Dirigiu seis episódios do Você Decide (1992-200) na década de 1990.

Cecil Thiré como diretor do Você Decide, programa da Globo na década de 1990 (Foto: Divulgação/TV Globo)

Também esteve em Top Model (1989), Sassaricando (1988) Pedra sobre Pedra (1992), Malhação (1998), A Muralha (2000), Celebridade (2004) e Zorra Total (2005), seu último trabalho antes de trocar a Globo pela Record.

Em março de 2018, o ator fez uma de suas últimas aparições públicas durante a cerimônia de cremação da mãe, Tônia Carrero. Ele estava de cadeira de rodas e bastante abalado. Na ocasião, Leonardo Thierry, primo de Cecil, contou ao jornal Extra que o ator havia perdido o movimento das pernas.

"Ele perdeu a capacidade de andar e em certas horas do dia fala muito mal. Cecil ficou muito abalado com a morte da mãe. As fotos que foram feitas no velório refletem a tristeza do momento. Os pacientes com Parkinson reagem muito mal ao estresse emocional", disse Leonardo.

O ator teve três casamentos (com Nancy Galvão, Carolina Cavalcanti e Norma Pesce). Ele deixa sete netos e quatro filhos, dos quais três são atores: Luisa, Carlos, Miguel.

Ele morreu de causas naturais, mas o mal de Parkinson agravou a sua situação nos últimos anos. "Ele merecia ter o velório mais lindo do mundo, cercado de gente que ele ama. Papai foi um guerreiro. Lutou pela democracia, lutou pela arte, lutou pelo teatro. Teve quatro filhos, sete netos e foi um guerreiro até o último minuto", disse Luisa Thiré, filha de Cecil, em vídeo.


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