Emissoras vs Programadoras

Record, SBT e RedeTV! cobram preço de canais da HBO e Telecine na TV paga

Divulgação/HBO/RecordTV

Juliana Silveira em A Terra Prometida, da Record, e Emilia Clarke em Game of Thrones (HBO) - Divulgação/HBO/RecordTV

Juliana Silveira em A Terra Prometida, da Record, e Emilia Clarke em Game of Thrones (HBO)

DANIEL CASTRO - Publicado em 31/03/2017, às 05h32

O valor que SBT, Record e RedeTV! estão pedindo por seus sinais na TV paga é o mesmo que as operadoras pagam para programadoras de pacotes de séries e filmes premium, com superproduções de alto apelo ao assinante, como os canais HBO e Telecine. A Simba, empresa que representa as redes, enviou proposta comercial às operadoras nesta semana pedindo R$ 15 pelo conteúdo das três emissoras.

A diferença é que os pacotes da HBO e Telecine, e, mais recentemente, da Fox, são vendidos à la carte, e o assinante paga até R$ 40 mensais por eles. O custo de programação desses canais para as programadoras é da ordem de R$ 15 mensais. Ao lado do futebol, eles são considerados o produto mais nobre da TV por assinatura. Além dos canais lineares (são nove da HBO e seis do Telecine), oferecem centenas de títulos de filmes e séries on demand.

Já as emissoras têm o sinal aberto, que qualquer um pode captar com uma antena externa em grandes cidades como São Paulo.

As operadoras acham inconcebível pagar o mesmo por Record, SBT e RedeTV! que desembolsam por HBO e Telecine. Além da receita com a venda à la carte, argumentam que, enquanto a HBO tem Game of Thrones, que custa US$ 100 milhões por temporada, a Record aposta em novelas bíblicas épicas a R$ 700 mil o capítulo. Enquanto o Telecine exibe blockbusters menos de um ano após a janela do cinema, as TVs abertas reprisam títulos de cinco anos atrás.

Desde a meia-noite de ontem (30), as operadoras Net, Sky, Claro e Oi não estão mais carregando os sinais de Record, RedeTV! e SBT na Grande São Paulo e Distrito Federal. Em São Paulo, aproximadamente 7 milhões de assinantes de TV ficaram sem acesso às três emissoras, que já apresentam significativa queda na audiência.

Com o fim da TV analógica, as emissoras podem cobrar por seus sinais na TV paga. De olho em uma receita que chegaria a R$ 3,5 bilhões por ano caso as operadoras desembolsassem R$ 15 por assinante, as três redes criam a Simba.

As operadoras resistem a pagar pelos canais abertos e, diante do impasse, tiveram que acatar notificação das emissoras e cortar seus sinais minutos após o apagão analógico em São Paulo.

Das grandes operadoras, apenas a Vivo está negociando com a Simba. A Net e a Claro têm mantido conversas, mas são contra o pagamento. A Sky se recusa a negociar.

A proposta de R$ 15 é uma aposta alta da Simba, para ter margem de negociação. A empresa se contenta com bem menos do que R$ 15 e tem sugerido às operadoras um período de carência, para elas se adaptarem, e uma cobrança escalonada, com aumento dos valores conforme o desligamente da TV analógica avança pelo país.


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