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GIRL POWER

De protagonista grávida a vilão de verdade: cinco bastidores de Mulher-Maravilha

Fotos: Divulgação/Warner Bros.

A atriz israelense Gal Gadot em cena do filme Mulher-Maravilha: sucesso de crítica e público - Fotos: Divulgação/Warner Bros.

A atriz israelense Gal Gadot em cena do filme Mulher-Maravilha: sucesso de crítica e público

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 08/09/2017, às 05h18

A jornada da Mulher-Maravilha para chegar ao cinema foi longa: a heroína demorou 76 anos para ganhar um filme próprio. A espera, porém, valeu a pena. Agora disponível na TV, o longa foi um sucesso de crítica e de público, com uma bilheteria de mais de US$ 800 milhões (R$ 2,5 bilhões). A heroína já é cotada até para concorrer ao Oscar do ano que vem.

Encarada com desconfiança pelos fãs quando ganhou o papel, Gal Gadot superou todos os céticos e provou que foi a escolha perfeita para levar a heroína às telas. A atriz, inclusive, rodou parte do filme quando estava grávida de cinco meses.

Já o vilão Erich Lunderdoff (Danny Huston), que aterroriza a amazona durante o longa, não é cria da ficção: o general existiu de fato e causou pânico na Alemanha da Primeira Guerra Mundial.

Mulher-Maravilha ainda está em cartaz no cinema, mas você já pode vê-lo no conforto de sua casa: está disponível para locação desde a última terça (5), por R$ 16,90, no Now, plataforma de vídeo sob demanda da Net e da Claro TV.

Confira cinco curiosidades sobre o filme:

Grávida enquanto gravava a superprodução, Gal Gadot teve sua barriga reduzida digitalmente

Enjoo escondido
Protagonizar uma superprodução com um orçamento de US$ 150 milhões (R$ 470 milhões) não é tarefa para qualquer um, mas Gal Gadot provou que era digna do Laço da Verdade ao rodar parte do filme quando estava grávida.

Além de enxaquecas provocadas pelos hormônios da gravidez, a atriz vomitava em cantos do estúdio e precisava beber muita água com pedaços de gengibre para controlar o enjoo. Como não queria ser tratada de forma diferente, Gal escondeu a gestação de boa parte da equipe.

Porém, com o crescimento da barriga, a verdade veio à tona: sua roupa foi adaptada com um pedaço de pano verde para ser reduzida na pós-produção com efeitos especiais. "Quando filmavam só meu rosto, eu era a Mulher-Maravilha. Quando me filmavam de corpo inteiro, eu era a Mulher-Maravilha bizarra, grávida do sapo Caco [dos Muppets]", contou ela para a revista Entertainment Weekly.

A atriz se referia ao fato de usar um tecido verde na barriga, que assim desaparecia na pós-produção.

Gal Gadot com Danny Huston em cena do filme: heroína é fictícia, mas vilão existiu de verdade

Vilão da vida real
Um dos antagonistas de Mulher-Maravilha, o general alemão Erich Ludendorff (1865-1937) foi um militar de verdade, que chegou a liderar o exército do país durante a Primeira Guerra Mundial e teve poderes ditatoriais nos últimos meses do conflito.

Membro do Partido Nazista, chegou a ser candidato à Presidência em 1925, mas perdeu as eleições e se decepcionou com os colegas e fundou o Partido da Liberdade, que seguia uma linha de pensamento militar. Nos seus últimos anos de vida, tornou-se um dos maiores rivais de Adolf Hitler (1889-1945.

No longa, a versão ficcional de Ludendorff é responsável pelo desenvolvimento de gás mostarda como arma química para dizimar a população de Londres, plano que a Mulher-Maravilha tenta impedir a qualquer custo.

reprodução/instagram

Ex-soldado do exército de Israel, Gal irritou árabes ao criticar atuação do Hamas em Gaza

Banido em três países
Nascida em Israel e integrante do exército do país durante dois anos, Gal Gadot gerou polêmica ao criticar o grupo palestino Hamas e elogiar a ação israelense na Faixa de Gaza. "Os integrantes do Hamas se escondem como covardes atrás de mulheres e crianças... Nós triunfaremos!", escreveu ela nas redes sociais.

A repercussão da mensagem não foi boa entre países do mundo árabe. Como represália, o Líbano, a Tunísia e o Qatar baniram a exibição de Mulher-Maravilha em seus cinemas. A Jordânia ameaçou censurar o filme, mas acabou cedendo.

Steve Rogers (Chris Pine) entrega óculos para Diana (Gal Gadot): identidade não tão secreta

Alfinetada no Homem de Aço
Principal heroína feminina da DC Comics, Mulher-Maravilha faz uma crítica discreta ao Superman em seu filme. Em uma cena em que Steve Rogers (Chris Pine) leva Diana Prince, a identidade secreta da heroína, para fazer compras em Londres, ele coloca óculos no rosto da moça para deixá-la com um visual mais normal.

É nesse momento que a secretária de Rogers, Etta Candy (Lucy Davis), faz uma observação: colocar óculos em Diana não é o suficiente para esconder quem ela verdadeiramente é. Uma alfinetada em como ninguém reconhece que Clark Kent e Superman têm o mesmo rosto, com apenas um óculos de diferença.

As referências ao Homem de Aço continuam: na mesma sequência, Diana se prepara para sair da loja, mas se atrapalha com a porta giratória do estabelecimento. Para esconder seus poderes de Krypton, Clark fingia ser um descoordenado em portas giratórias quando incorporava sua identidade secreta.

divulgação/warner bros./paris filmes

Elena Anaya em Mulher-Maravilha (à esq.) e com Antonio Banderas em A Pele que Habito

Máscara de Almodóvar
Fã declarada do cineasta espanhol Pedro Almodóvar, a diretora Patty Jenkins quis fazer uma homenagem ao colega em Mulher-Maravilha. A vilã Isabel Maru (Elena Anaya) usa uma máscara em seu rosto para esconder a corrosão de sua pele.

O disfarce foi inspirado no filme A Pele que Habito (2011), dirigido por Almodóvar e no qual a própria Elena Anaya vivia uma personagem mascarada após passar por dezenas de cirurgias reconstrutivas no rosto.

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Polícia Federal: A Lei É para Todos

Ficha técnica: Ação. Brasil, 2017, 107 min. Direção: Marcelo Antunez. Elenco: Marcelo Serrado, Flávia Alessandra, Antonio Calloni, Ary Fontoura. Disponível para locação no Now.

Polícia Federal: A Lei É para Todos

Sinopse: O longa mostra a maior operação de combate à corrupção da história do país pelo ponto de vista do delegado Ivan (Antonio Calloni) e de sua equipe da Polícia Federal, que trabalha juntamente com uma força-tarefa do Ministério Público Federal para desvendar o esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas.

Por que assistir: A produção nacional mais vista nos cinemas em 2017, com 1,3 milhão de espectadores, Polícia Federal conta uma história extremamente atual e fundamental para entender a polícia no Brasil. Em 47 fases diferentes, a Operação Lava Jato resultou na condenação de mais de 110 pessoas, entre elas o ex-deputado Eduardo Cunha e o político José Dirceu.

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