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MEMÓRIA DA TV

Há quase 50 anos, morte de protagonista fez novela sair do ar um mês após estreia

Divulgação

Os atores Otelo Zeloni e Consuelo Leandro em cena do filme A Arte de Amar... Bem, de 1970

Otelo Zeloni com Consuelo Leandro em cena do filme A Arte de Amar... Bem (1970)

THELL DE CASTRO

Publicado em 8/11/2020 - 6h40

Há exatamente 47 anos, em 8 de novembro de 1973, estreava uma novela da TV Tupi que teria vida bem curta. O Conde Zebra, exibida até 28 de dezembro do mesmo ano, foi tirada do ar abruptamente pelo canal após a morte de seu protagonista, apenas um mês e meio após a sua estreia.

A produção, escrita por Sérgio Jockyman (1930-2011) e dirigida por Luiz Gallon (1928-2002), substituiu A Volta de Beto Rockfeller, tentativa da emissora de reconquistar o sucesso alcançado pela trama original, de 1968, novamente com Luis Gustavo, mas sem chegar perto de obter o mesmo êxito.

Otelo Zeloni na novela O Conde Zebra (1973), seu último trabalho na TV (Reprodução/TV Tupi)

Calcada no humor, O Conde Zebra mostrava a história de Vitório Testada (Otelo Zeloni), um humilde imigrante italiano. Um belo dia, uma santa aparecia em um sonho e dava a ele os números para jogar na loteria. Ele acabava vencendo e se tornava milionário, inclusive comprando um título de nobreza, passando a se chamar dom Vespasiano Testardo, o Conde Zebra do título.

A partir daí, começam as mais variadas confusões, envolvendo pedidos de amigos e parentes, confusões com sua namorada Sincerina (Ruthinéia de Moraes) e muito mais. Além deles, também estavam no elenco Renato Consorte (1924-2009), Yara Lins (1929-2004) e Flamíneo Fávero, entre outros.

No entanto, mal houve tempo de desenvolver a história. Zeloni foi diagnosticado com um tumor cerebral ainda em novembro e seu estado de saúde rapidamente se agravou.

Nascido em Roma, na Itália, em 26 de novembro de 1921, o ator fugiu de sua terra natal após participar da Segunda Guerra Mundial, indo inicialmente para a Argentina e, posteriormente, chegando ao Brasil em 1947.

Muito popular por aqui, esteve em diversos sucessos no cinema, no teatro e na televisão, especialmente o humorístico Família Trapo, com Ronald Golias (1929-2005) e Jô Soares, na Record, no final dos anos 1960.

Em 28 de dezembro de 1973, O Conde Zebra foi retirada do ar em função da situação crítico do ator, que morreu na manhã seguinte, com apenas 52 anos. Além da novela, Zeloni apresentava, também na Tupi, o programa de culinária Zeloni Forno e Fogão, ao vivo, aos domingos.

Com o repentino cancelamento da produção, a Tupi se virou com reprises até estrear O Machão, também de Jockyman, em 5 de fevereiro de 1974. A trama, estrelada por Antonio Fagundes e Maria Isabel de Lizandra (1946-2019), fez muito sucesso e deu origem, anos depois, a outro sucesso: O Cravo e a Rosa, de Walcyr Carrasco, produzida pela Globo entre 2000 e 2001.

Outras novelas ficaram marcadas pela perda de seus protagonistas durante as gravações, como O Primeiro Amor (1972), com a morte de Sérgio Cardoso (1925-1972); Sol de Verão (1983), com Jardel Filho (1928-1983); e, mais recentemente, Velho Chico (2016), com Domingos Montagner (1962-2016).


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