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Isso É Baixaria!

'Fui demitido por causa do decote de Luciana Gimenez', diz ex-diretor do Superpop

Reprodução/RedeTV!

A apresentadora Luciana Gimenez durante edição do mês passado do Superpop, da RedeTV! - Reprodução/RedeTV!

A apresentadora Luciana Gimenez durante edição do mês passado do Superpop, da RedeTV!

JANAÍNA NUNES

Publicado em 19/11/2015 - 6h22

Diretor mais longevo do Superpop, Marcelo Nascimento, 48 anos, vai contar no livro Cara Isso Eh Baixaria! os bastidores do programa da RedeTV! e de sua apresentadora, Luciana Gimenez. Em suas duas passagens pela emissora, durante sete anos, ele foi dispensado três vezes. Uma das demissões foi motivada por um modelito ousado da apresentadora. 

"Ela estava com um decote generoso. Marcelo [de Carvalho, marido de Luciana e vice-presidente da emissora] me ligou exigindo que a mulher cobrisse os seios com uma echarpe. Dei o recado, e ela se negou. Ele me ligou novamente e me demitiu", conta o jornalista, que liberou trechos do livro para o Notícias da TV (leia abaixo). O livro será lançado na internet no próximo dia 30. O formato físico deverá chegar às livrarias somente em março. 

Nassa, como Nascimento é conhecido, dirigiu o Superpop de 2003 a 2009 e de 2011 a 2012. Nesse tempo, viveu momentos tensos e hilários. No livro ele se refere a Luciana Gimenez apenas como "apresentadora". Ele não cita o nome da ex-modelo nem de seu marido. Marcelo de Carvalho aparece como "diretor" ou como "pessoal do staff".

“Optei por não colocar os nomes de algumas pessoas. Não por medo de processo, porque tudo o que conto no livro ocorreu. Não há como negar. Ocultei os nomes porque penso que a publicação possa inspirar uma série, mas claro que estou falando de Luciana e Marcelo”, conta. Procurados via assessoria de imprensa da RedeTV!, Luciana Gimenez e Marcelo de Carvalho não comentaram as afirmações do ex-diretor. 

DIVULGAÇÃO/REDETV!

O marido de Luciana Gimenez, Marcelo de Carvalho, com a apresentadora, em talk show 

A primeira demissão (a do decote) foi revertida em uma semana. Entretanto, o clima no programa ficava cada vez mais difícil, conta Nascimento. “Era complicado trabalhar porque eles são casados e eu ficava ali no meio. Quem me levou e me segurou no programa foi o Marcelo. A Luciana não gostava de mim. Só fomos nos entender um ano e meio depois. Quando isso ocorreu, me distanciei do Marcelo”, conta ele.  

Em várias ocasiões, Nassa dividiu a direção do Superpop com o vice-presidente da emissora, o que, segundo ele, gerava ideias "maravilhosas" e também conflitos. 

“Havia cobranças constantes de audiência. A gente ia bem três dias da semana e levávamos bronca nos outros dois dias. Então, tinha de tentar de tudo. Numa ocasião, tentei levar alguns anões ao programa e o Marcelo me proibiu, alegando que anões davam azar. Nunca entendi. Algumas reuniões de pauta eram feitas na sala da presidência porque ele queria controlar tudo. Queria dirigir o programa, pois era a mulher dele quem estava ali”, relata. 

Embalagem "trash"

Marcelo Nascimento, autor do livro Cara Isso Eh Baixaria!: Confissões de um Diretor de TV

No ano em que Nascimento assumiu pela primeira vez o Superpop, o programa já era muito criticado por conta da baixaria. Segundo ele, a atração recebia muitas garotas de programa e tinha pautas bizarras. “A atração era mesmo ‘trash’. A única coisa que fiz foi colocar uma embalagem bonita nesse estilo e assumi-lo de uma forma divertida e, às vezes, dramática. O problema é que quase sempre as coisas fugiam do controle”, lembra. 

O diretor ficou tão envolvido com seu programa que acabou se relacionando com uma convidada especial. Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha não queria mais aparecer no Superpop após lançar seu livro. A produção, então, resolveu ir atrás da mulher que perdeu seu marido para a famosa ex-prostituta, Samantha Moraes. Ela topou participar da atração. Anos depois, Nassa acabou se casando com Samantha.

Segunda demissão

A segunda passagem de Nascimento pela atração durou pouco. “Fiquei pouco mais de seis meses e foi tenso. O ápice ocorreu quando a produção marcou uma entrevista de Luciana com a banda inglesa Duran Duran em um final de semana prolongado. Marcelo não gostou, pois eles iriam viajar. Ele ligou e me perguntou quem havia marcado a matéria. Respondi que eu era o responsável, e ele disse: 'Então, você está demitido'."

A partir do dia 30 deste mês, o ex-diretor, hoje gestor de mídias sociais, vai divulgar um capítulo do livro por semana. Para ler a publicação, basta acessar a página https://pt-br.widbook.com/ebook/caraissoehbaixaria. Serão 20 capítulos. Na versão física, o livro ganhará mais três episódios.

Leia a seguir trechos do livro:

Demitido pela 1ª vez por causa do decote!
"O programa estava morno naquela noite. O convidado era o cantor Paulo Ricardo em um papo descontraído com a apresentadora. A audiência estagnada na marca de 2 pontos. O telefone do switcher toca e a ordem dada é para que ela cobrisse com o echarpe o generoso decote. Não tinha nem reparado nisso. Passo a orientação pelo ponto eletrônico. Ela não faz nada. Permanece compenetrada na pauta. Penso que poderia ser uma pane no equipamento. Tento mais uma vez:
'Você me ouve? Ele ligou aqui e pediu que cubra o decote.'
Ela responde discretamente por uma câmera que não estava no ar enquanto o cantor fazia um musical. Faço a leitura labial:
(apresentadora) 'Não!!!'
O diretor de imagens, ouvindo nossa conversa, tenta ajudar fechando o enquadramento e tirando do ar o decote da discórdia. O telefone toca de novo e a pergunta vem em um tom mais enérgico:
'Fez o que eu mandei? Por que o enquadramento está fechado?'
Sem outra alternativa respondo:
'Avisei! Ela não quer cobrir!'
A voz no telefone foi curta e grossa:
'Você está demitido!'"

Reuniões de pauta tensas na sala da presidência
'O programa era diário e a sensação de dirigi-lo era uma montanha russa. Num dia, tudo dava certo. Estourávamos na audiência ficando muitos minutos em 2º lugar. Muitas vezes fechávamos nossa média geral na vice-liderança. Não era raro emparelharmos nossos picos com o 1° lugar. Mas mesmo assim o clima era tenso na produção. O fato de você ir muito bem em três dias da semana não invalidava a crise e cobranças em maus resultados nos dois outros dias da semana. O telefone da produção tocava pra avisar: reunião de pauta na sala da presidência! 
De todas as vezes que subi para ouvir as broncas na produção por quaisquer deslizes de rumo, uma muito em particular me chamou a atenção:
'Não me tragam anão no palco do programa entenderam? Nunca façam isso! Anão dá azar!'
Eu cumpri esta ordem durante os sete anos de direção do programa e nunca ousei perguntar o por quê!"

DIVULGAÇÃOQREDETV!

O estilista Ronaldo Ésper com a apresentadora Luciana Gimenez em participação no Superpop

Ésper nú na baladeenha!
"Abri o blog e inacreditavelmente as fotos do striptease de Ronaldo Ésper[colunista do Superpop] estavam lá, com tudo à mostra, sem nenhum tipo de censura. O público ia ao delírio vendo-o fazendo poses no palco da casa noturna enquanto dava baforadas no charuto. Faço uma ligação para a produtora descolada do programa que eu tinha quase certeza que estava metida no imbróglio. 
'Meo, que porra é essa? Você tem noção que as fotos dele peladão já estão na internet? Que merda que vocês fizeram?'
(Produtora) 'Eu não fiz nada. Só levei o tio pra tocar numa baladeenha!'
'Caralho, você não viu que ele tirou a roupa? Você aparece na foto atrás dele! Por que não evitou?'
(Produtora) 'Não deu, tio! Ele tava todo animado, tomou uma bebidinha, se animou e começou a dançar e tirar a roupa. Ai o povo foi à loucura!'
 'Você é uma puta de uma maluca. É um senhorzinho pô! Toma remédio!'
Não tínhamos mais controle! O programa bombava de audiência, nosso casting virou cult. Era uma nave que já andava no automático." 

Um crítico musical muito louco
"Um crítico musical trajado de headbanger empunhava uma furadeira elétrica e ameaçava convidados e a apresentadora. Sua missão no quadro programado para aquela noite era destruir a seu bel-prazer CDs de artistas populares e na crista da onda. Vaias já programadas iam em sua direção. Ele nem se importava. Era criticado pelas opiniões que dava sobre o trabalho musical dos artistas. Sua neurolinguística dizia que as pessoas têm medo de ouvir a opinião de um profissional especializado e bradava a quem quisesse ouvir que todo fã era um idiota se não conseguisse perceber quando seu ídolo pisava na bola em termos artísticos. Para ele, a adoração por parte de fãs 'retardados' fez com que a música em si tenha se tornado o menos importante. Eu adorava esse cara. Era inteligente e topava fazer o show. Precisávamos disso. O programa estava em ascensão mas ainda pecava muito em fazer um conteúdo sem identidade."

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