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EDUARDO BARÃO

Fanático, jornalista da Band vende carro e casa para assistir basquete nos EUA

DIVULGAÇÃO/ARQUIVO PESSOAL

Eduardo Barão ao lado do troféu entregue ao campeão da NBA: jornalista é fanático por basquete - DIVULGAÇÃO/ARQUIVO PESSOAL

Eduardo Barão ao lado do troféu entregue ao campeão da NBA: jornalista é fanático por basquete

VINÍCIUS ANDRADE

Publicado em 6/6/2019 - 5h21

Comentarista de NBA na Band, Eduardo Barão começou a acompanhar o basquete norte-americano no final dos anos 1980, quando a emissora transmitia os jogos na TV aberta. Torcedor fanático do Golden State Warriors, ele já vendeu casa (hoje mora de aluguel) e carro para assistir ao time do coração in loco em três finais consecutivas: 2015, 2016 e 2017. Para o jornalista de 41 anos, tudo é uma questão de prioridade.

"Durante muitos anos, você acompanha o time [Golden State] e, do nada, o time que era uma porcaria se torna o melhor time da NBA. Daí o dinheiro nesse momento não é uma prioridade. Lógico que o dinheiro é importante pra todo mundo, mas não é uma prioridade. Então, a gente vendeu a casa e tá de boa morando de aluguel num apartamento", explica Barão em entrevista ao Notícias da TV.

A decisão foi tomada em conjunto com a mulher, Michelle Achkar, com quem é casado há 22 anos. Além de comentar a NBA na Band, o jornalista é conhecido por seu trabalho BandNews FM, rádio em que atua como o âncora principal do noticiário matutino e como coordenador da equipe esportiva.

"Não sou rico, não sou milionário, sou um ralador como qualquer um. Pra correr atrás desse sonho, conversei com a minha mulher. Ela sabe que eu adoro [NBA] e falou: 'Você gosta, vai nessa'. Mas o problema é que nesse 'vai nessa' de 2015, no ano seguinte [o Golden State] estava na final de novo. E aí eu fui de novo e acabou ficando caro. Na casa onde a gente morava, ainda tinha um vizinho que a gente não gostava muito", conta.

"O cara fazia baladas até altas horas da noite e eu tinha que acordar todo dia às 4h da manhã para estar na rádio às 5h. Aí a gente falou: 'Quer saber? Vamos vender essa casa aqui e vamos tocar a vida'. Vendemos a casa em 2016 e conseguimos fazer as viagens. Minha mulher também fez viagens para fazer cursos na Índia, parte desse dinheiro acabou sendo gasto com sonhos dela também", diz Barão.

Quando foi assistir aos jogos de 2015 e 2016, Barão viajou num esquema de bate e volta. Ou seja, saiu de São Paulo numa sexta-feira, viu uma partida num fim de semana e voltou logo depois ao trabalho. O ano mais marcante para o comentarista da NBA foi 2017, quando tirou uma semana de folga e foi para Califórnia com a mulher Michelle e os dois filhos Rafael, de 10 anos, e Tomás, de 7.

"Fiz meu aniversário de 40 anos na quadra. Do dia 12 para o dia 13 de junho. Foi o primeiro jogo que o Golden State foi campeão em Oakland, todas as outras foram fora de casa. Esse ano de 2017 foi tão perfeito, tão maravilhoso, que é difícil eu voltar a viver algo parecido. Deu muito certo essa viagem. Fui com meus dois filhos e mulher. Foi mágico. Essa data pra mim é marcante", exalta o jornalista.

Barão viajou com a família, mas viu o jogo sozinho. O valor mais caro que já pagou num ingresso foi em 2015, quando foi com a mulher assistir o Golden State Warriors contra o Cleveland na Oracle Arena, em Oakland, Grande San Francisco, na Califórnia. O casal desembolsou 600 dólares (R$ 2.328,66) por bilhete. "Não é aquele ingresso que você fica ao lado da quadra, você fica lá na casa do chapéu", brinca.

"É tudo uma questão de prioridade na vida. A gente hoje mora de aluguel em um apartamento. Beleza, toca o barco assim. O carro que a gente vendeu, já compramos um outro. Você vai lidando com as situações, o que não pode é abrir mão de algumas coisas, como a escola das crianças. Mas morar de aluguel numa situação que você não tem um vizinho que te enche a paciência, vale a pena", explica.

DIVULGAÇÃO/ARQUIVO PESSOAL

Eduardo Barão na Quicken Loans Arena, em 2016, ano em que assistiu Cavaliers x Warriors


NBA na Band

Time do coração de Eduardo Barão, o Golden State Warriors está na quinta final consecutiva da NBA. Em 2018, o jornalista não foi assistir nenhum jogo porque estava cobrindo a Copa do Mundo de futebol na Rússia pela BandNews.

Neste ano, recebeu o convite para transmitir as finais da NBA na Band, ao lado do narrador Ivan Bruno e dos comentaristas Danilo Castro e de Álvaro José, e terá de fazer isso do estúdio, em São Paulo.

"Ter a oportunidade de estar na Band, onde tudo começou, estar ao lado do Álvaro José, que era da equipe do Luciano do Valle (1947-2014), nos maiores sonhos da minha vida, daqueles que eu não acreditava que poderia acontecer, está acontecendo. Graças a Deus, todo o trabalho tem sido bastante elogiado, o que me deixa muito feliz", confessa Barão.

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