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Memória da TV

Em 1996, programa da Globo expunha adolescentes a cobras e explosões

Reprodução/Globo

Com roupa impermeável, estudante participa da prova da bola de fogo no Ponto a Ponto - Reprodução/Globo

Com roupa impermeável, estudante participa da prova da bola de fogo no Ponto a Ponto

FERNANDA LOPES

Publicado em 27/1/2017 - 5h27

Ana Furtado apresenta hoje tranquilamente o É de Casa e o Encontro (nas ausências de Fátima Bernardes), mas em seu primeiro programa na TV ela vivia rodeada de bolas de fogo, sapos e cobras. Ao lado de Márcio Garcia e Danielle Winits, Ana comandou o Ponto a Ponto, game show da Globo que volta ao ar no canal Viva a partir deste sábado (28). A atração, que foi exibida em 1996, se destacava por expor adolescentes a situações extremas, como contato com fogo, com animais peçonhentos, submersão em piscinas profundas e proximidade de carros que explodiam.

Ponto a Ponto estreou em março de 1996 com três atores iniciantes na apresentação _na época, Márcio Garcia era o mais velho e experiente, com 26 anos. Assim como no Passa ou Repassa, que fazia sucesso no SBT, o game show da Globo levava estudantes colegiais para disputarem prêmios.

Porém, diferentemente dos inocentes banhos de tinta e tortas na cara da atração de Celso Portiolli, o Ponto a Ponto levava a sério suas provas radicais. Quatro casais de adolescentes enfrentavam testes de força, agilidade e coragem em busca de pontos _que eram revertidos em quantias em dinheiro.

Para ganhar R$ 1.000, por exemplo, um garoto teve que se vestir dos pés à cabeça com uma roupa impermeável e levar sete bolas pegando fogo até o topo de uma rampa. Outro estudante precisou usar um machado para quebrar um carro e pegar as joias escondidas no veículo. Após os danos, o carro explodiu.

divulgação/viva

Ana Furtado, Márcio Garcia e Danielle Winits rodeados de adolescentes no Ponto a Ponto

Os apresentadores e a equipe do programa também tinham problemas nas provas. Em uma edição, uma participante passou por várias jaulas com ratos, sapos e cobras para conseguir escapar do lugar, mas esqueceu a porta da cabine aberta. Sapos fugiram e pularam pelo cenário, para desespero de Ana Furtado.

O programa, no entanto, garantia ajuda profissional para os adolescentes. A equipe de efeitos especiais da Globo simulava antes as provas em que a própria emissora considerava que havia um alto nível de dificuldade, como tentativas de escapar de águas muito quentes e de explosões de tanques de combustível.

Nos testes mais perigosas, os competidores tinham três alpinistas e dois mergulhadores de plantão para qualquer incidente. Os bravos jovens que conseguiam acumular 30 pontos ganhavam um carro zero quilômetro _ainda que não tivessem carteira de habilitação.

reprodução/viva

Estrutura de uma prova do Ponto a Ponto; programa tinha mergulhadores de plantão

Apesar de seguro na TV, o Ponto a Ponto causou, indiretamente, a morte de dois adolescentes. Após verem a prova da bola de fogo na TV, dois irmãos de 15 e 17 anos morreram queimados em Porto Alegre ao tentarem imitar o desafio em casa.

Ponto a Ponto foi inspirado no formato espanhol Gran Juego de la Oca e ficou no ar durante apenas cinco meses, de março a agosto de 1996. Exibido nas tardes de domingo durante uma hora e meia, o programa tinha o objetivo de concorrer com o Domingo Legal, que vivia boa fase com Gugu Liberato no SBT. No Viva, o Ponto ao Ponto irá ao ar aos sábados, às 16h.


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