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DIA DO DUBLADOR

Anúncio em jornal leva professora a se tornar 1ª voz feminina da Globo: 'Sopro divino'

DIVULGAÇÃO

Mabel Cezar é a primeira mulher a ser contratada para ser voz padrão de uma emissora da TV aberta - DIVULGAÇÃO

Mabel Cezar é a primeira mulher a ser contratada para ser voz padrão de uma emissora da TV aberta

GABRIEL PERLINE

Publicado em 26/6/2018 - 5h27

Mabel Cezar tinha 17 anos de idade quando viu em um jornal o anúncio de um curso de dublagem. Sua voz nunca havia sido elogiada até então. Casada e com uma filha recém-nascida, ela deixou o Magistério em segundo plano para se dedicar ao ofício. "Foi um sopro divino", lembra. Há cinco anos, ela é a voz feminina padrão das locuções da Globo e a primeira mulher a ocupar o posto em uma emissora aberta.

"Como um país desse tamanho, com tudo o que vem acontecendo no mundo, não tem essa diversidade em todos os aspectos da programação? Fui a primeira mulher a ser contratada para essa função numa TV aberta. Hoje, o SBT também tem uma mulher como locutora. Mas isso ainda é só o começo, apenas a ponta do iceberg", diz ao Notícias da TV.

Mabel já trabalhava havia 18 anos como dubladora e locutora quando foi contratada, em 2013, para mais um trabalho temporário na Globo. A princípio, ela faria somente as chamadas de apresentação de Joia Rara. A repercussão da voz feminina no anúncio de uma novela, algo inédito até então, empolgou a direção da emissora.

"Já tinha dublado vários episódios do Casseta & Planeta, do Sítio do Picapau Amarelo e as novelinhas do BBB", comenta.

Era antiga a ideia da Globo de ter uma uma voz feminina em suas locuções, mas a proposta sempre esbarrava em alguma burocracia interna e se perdia pelo caminho. A situação só mudou quando a direção se convenceu de que o experimento poderia ser positivo e muitas profissionais foram testadas.

Durante o processo de busca por sua voz feminina, a Globo manteve a ideia em sigilo até mesmo para as mulheres que concorriam ao posto. Era apresentado como "projeto secreto", e somente na reta final, quando restavam poucas concorrentes, as candidatas tiveram a dimensão da vaga à qual disputavam.

Nos primeiros testes, Mabel recebia as provas por e-mail e respondia com os arquivos gravados, e somente na etapa final do processo seletivo ela foi à Globo. "A ideia inicial era ir devagar. Me colocaram primeiro na novela, até ela estrear. Para mim estava ótimo. Só que aí gostaram e me convidaram para fazer a novela inteira. E antes de ela terminar, me propuseram ficar na emissora", lembra.

Paixão pelo ofício
Nesta sexta (29), comemora-se o Dia do Dublador, profissão exercida por Mabel há 23 anos. Além de ser um das vozes padrão da Globo, ela empresta o seu timbre para diversas atrizes de Hollywood nas dublagens brasileiras. Anne Hathaway, Penélope Cruz, Jennifer Aniston e Robin Wright são alguns dos nomes interpretados por ela.

"Uma vez estava em casa, e começou a passar um filme com a Debra Messing. Eu a amo. E na hora que ela abriu a boca e começou a falar, saiu a minha voz. Eu não lembrava que já tinha dublado algum filme dela", diz, aos risos. "Perdi as contas de quantas atrizes e filmes eu já dublei."

Mabel também é sócia e fundadora da Sociedade Brasileira de Dublagem, escola que ela mantém em parceria com sua mulher, a dubladora Rayani Immediato, na qual ministra cursos de dublagem, locução e tradução.

"Dublagem é acessibilidade. Além de ser um trabalho artístico incrível, você torna acessível aquele projeto para qualquer pessoa em qualquer canto do Brasil. Pode faltar água, comida, mas todo mundo tem TV. E essas pessoas assistem a qualquer projeto de várias partes do mundo, que se não fossem dublados essas famílias não veriam", explica.

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