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O ÚLTIMO REINO

Game of Thrones sem dragão conta a história da Inglaterra com sexo e religião

Fotos: Divulgação/History

Cena de O Último Reino mostra Uhtred (Alexander Dreymon) com uma espada no pescoço - Fotos: Divulgação/History

Cena de O Último Reino mostra Uhtred (Alexander Dreymon) com uma espada no pescoço

RENATA PRIMAVERA, em Londres

Publicado em 24/10/2017 - 6h15

Quem vê a pompa e circunstância da realeza britânica nem imagina como a Inglaterra realmente foi formada, ainda no século 9. Enfrentando uma brutal invasão viking, os povos da Grã-Bretanha tiveram de se unir para expulsar o invasor. Foi um processo sangrento, a ponto de um rio inteiro ficar vermelho de sangue em uma das batalhas. É o Game of Thrones da vida real, com muito sexo e violência, que o público confere na série O Último Reino, cuja segunda temporada estreia no canal History nesta terça-feira (24).

Assim como outros dramas históricos do momento, a produção não consegue escapar da comparação com a série da HBO. E não ajuda o fato de também ser baseada numa série de livros famosos. No caso, a saga de oito volumes Crônicas Saxônicas, lançada no Brasil pela editora Record.

A história central retrata a origem da Inglaterra. Mas o público ganha de brinde um complexo drama religioso. Um jovem saxão é capturado durante o conflito e acaba sendo criado como um filho pelos inimigos, os vikings. Já adulto, Uhtred terá sua lealdade testada a todo momento, já que não sabe para qual lado lutará no conflito.

Alto, de olhos claros e fala mansa, o quase desconhecido Alexander Dreymon foi o escolhido para liderar a adaptação para a TV. E conquistou o público no processo, com uma interpretação cativante na primeira temporada. Em entrevista ao Notícias da TV, o novo galã assume que é fã da obra original e se identifica com o papel.

"Eu vivi em muitos lugares diferentes, não sinto que realmente pertenço a qualquer país. Foi uma das coisas com que foi fácil me identificar. Além disso, é interessante por estar à frente de seu tempo. Não vai ser limitado por alguém por causa de sua religião. Ele pode ser amigo de um cristão ou de um homem sem Deus", diz.

Bernard Cornwell, autor da saga literária, complementa o perfil do protagonista. "Recebi uma carta de um leitor dizendo que não gostava do Uhtred. Então, percebeu que o amava porque não gostava dele. Realmente, o Uhtred tem sua própria moral, mas pode ser também implacável e muito engraçado. Definitivamente não é o típico personagem cristão bonzinho", explica Cornwell, ídolo entre os fãs de literatura histórica e expert em assuntos como a busca pelo Santo Graal e a Távola Redonda.

O desconhecido Alexander Dreymon (à frente) lidera o elenco de O Último Reino, do History

Ao contrário de George R. R. Martin, que parece ter se apaixonado pela produção televisiva depois do sucesso de Game of Thrones, Cornwell quer distância da adaptação.

"Essas pessoas são experts em fazer dramas televisivos. Estamos falando da equipe de Downton Abbey [2010-2015], pelo amor de Deus. O que eu posso dizer a eles? Eles não escrevem os livros, eu não faço os episódios. É um bom arranjo", define o autor.

A primeira temporada de O Último Reino, disponível no Brasil na Netflix, colocou Uhtred para lutar ao lado de Alfredo (David Lawson), personagem que existiu na realidade e comandou os saxões contra os vikings. Depois de muitas reviravoltas e traições, os oito episódios terminam com uma vitória temporária do lado britânico.

Agora, no segundo ano, Uhtred aproveita o período de paz para partir em busca do que é seu: o reino de Bamburgo, que está nas mãos de seu inescrupuloso tio. No caminho, dorme com toda mulher que cruza e se envolve em novas confusões pelo reino.

As duas temporadas parecem ser só o início de uma longa carreira na TV. Com um volume da saga literária lançado pontualmente por ano, O Último Reino tem tudo para continuar sua trajetória na telinha _a ideia é que ela chegue ao décimo livro.

Os produtores agradecem. No melhor estilo The Walking Dead, afirmam que, se depender deles, a versão para a TV continua enquanto houver material para adaptar.

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