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Big Brother do terror, Supermax leva temor à cúpula da Globo

Reprodução/TV Globo

Pedro Bial em imagem projeta em telão; apresentador domina primeiro episódio de Supermax - Reprodução/TV Globo

Pedro Bial em imagem projeta em telão; apresentador domina primeiro episódio de Supermax

DANIEL CASTRO

Publicado em 20/9/2016 - 5h34

Uma das apostas mais ousadas da Globo, a série Supermax é um Big Brother do terror. Começa como um reality show disputado em um presídio e vira um thriller. A produção, que pretende pregar alguns sustos na audiência a partir desta terça-feira (20), atemorizou primeiramente a cúpula da Globo. Os executivos da emissora estão inseguros quanto à reação dos telespectadores.

É a primeira vez que a Globo se aventura em um gênero de risco como o terror, ou melhor, em uma mistura de gêneros, porque a série não deixa de ser um fictício reality show com doses de suspense, drama, ação e até algum romance. A cúpula da emissora teme que a novidade afugente o público educado a ver novela. Por isso, o grande investimento, que consumiu mais de um ano para ser finalizado, irá ao ar em um horário tardio, por volta das 23h30, depois de Justiça, nesta semana, e de Nada Será como Antes, uma série mais convencional, que lembra e homenageia as novelas.

Numa estratégia inédita de marketing, a emissora abriu 11 dos 12 episódios de Supermax em sua plataforma de vídeos online quatro dias antes da estreia na TV. Assim, a Globo quer conquistar um público que lhe é arredio: os fanáticos por séries. E espera que esse público gere um burburinho e uma repercussão tão bons que levem a grande massa a sintonizar a emissora a partir de hoje. Até agora, no entanto, o burburinho não aconteceu.

O risco de desagradar ao telespectador noveleiro foi necessário para tentar conquistar o usuário que já não vê mais TV convencional e passa cada vez mais tempo na Netflix. "Supermax é uma resposta a tudo. Hoje, quando se fala em audiência, se fala de uma briga com tudo, com novas plataformas, com TV por assinatura, com smartphone. Teremos cada vez mais que fazer produtos que toquem o cara para ele assistir", diz José Alvarenga Jr., diretor artístico da série, que escolheu o terror por ser um gênero que "mexe com o corpo".

CAIUÁ FRANCO/TV GLOBO

Nove dos 12 protagonistas de Supermax são desconhecidos do público que assiste novelas 

Série quase americana

Com um quê de Lost (2008-2014), Supermax é a série mais americana já feita pela Globo, mas ainda está longe de ser uma série tipicamente americana. O roteiro, por exemplo, não tem aquelas viradas sensacionais de produções como Empire ou Revange, citando as mais "novelescas".

O primeiro episódio parece mesmo um reality show. Os 12 protagonistas, todos eles com algum histórico criminoso, aparecem sendo transportados de helicóptero para um presídio na floresta amazônica, enquanto flashbacks os apresentam, como os vídeos das estreias de Big Brother Brasil. No presídio, são recepcionados, via telão, por um Pedro Bial mais áspero que o de BBB. Alguns comportamentos típicos de reality shows e os primeiros conflitos logo surgem. Na primeira prova, os competidores têm que resistir ao calor intenso dentro em um contêiner em que a temperatura vai subindo pouco a pouco.

Mas algo muito estranho acontece. Pedro Bial desaparece, a porta da despensa passa a fechar sozinha, o ar condicionado deixa de funcionar. Um ex-padre começa a ter interações com o sobrenatural. Ouvem-se gritos de uma mulher sofrendo, personagens desaparecem e ressurgem misteriosamente, pássaros batem mortos nos muros do presídio, estranhas criaturas (sem olhos e com dentes afiados) e elementos de rituais satânicos entram no cotidiano dos participantes do programa de TV. 

Os competidores logo se dão conta de que foram abandonados, encarecerados no meio da selva, pela maior emissora de TV do país. Passam então a buscar uma saída do presídio e a lutar pela sobrevivência. A resposta aos mistérios da trama está nas lendas, plantas, animais, vírus e doenças da selva amazônica, uma contribuição do médico e escritor Drauzio Varella.

REnato rocha miranda/tv globo

Erom Cordeiro em cena de Supermax; participantes de reality show buscam saída de prisão

Intensivão do terror

Supermax teve um processo criativo incomum no Brasil. Os autores José Alvarenga Jr., Marçal Aquino e Fernando Bonassi se juntaram a roteiristas especializados em gêneros específicos, como Bráulio Mantovanni (policial, ação), Raphael Draccon (suspense) e Dennison Ramalho e Juliana Rojas (terror). Como nas grandes séries norte-americanas, eles se reuniam a cada 15 dias em um processo chamado writing room.

O elenco só tem três atores conhecidos das novelas: Mariana Ximenes, Cleo Pires e Erom Cordeiro. Os demais vieram do teatro e do cinema _ou já fizeram TV, mas sem muito destaque. "Como a série é sobre um reality show, era importante que tívessemos caras novas, mas que fossem atores tarimbadíssimos", justifica Alvarenga Jr.

Antes de gravar, os atores passaram por uma espécie de "intensivão do terror". Assistiram a filmes do gênero e foram treinados pelo preparador de elenco Eduardo Milewicz. Tiveram que aprender a contracenar com a própria imaginação, já que o sangue e o monstro não estão no cenário, são aplicados na pós-produção _que, no caso da série, consumiu mais de um ano.

Supermax já ganhou uma versão latina, sob o comando do cineasta argentino Daniel Burman. O formato também está sendo negociado com uma rede norte-americana, o que exigiu dos criadores o desenvolvimento às pressas de uma segunda e terceira temporadas. "Foi um erro nosso", admite Alvarenga Jr. "A gente não pensou em uma segunda temporada", diz. Era o medo de que o novo não desse certo.


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