Terceira temporada

Após críticas de racismo, UnReal retorna mais ácida e feminista

Divulgação/Lifetime

Os atores Bart Edwards e Caitlin FitzGerald na nova temporada de UnReal, atração do Lifetime - Divulgação/Lifetime

Os atores Bart Edwards e Caitlin FitzGerald na nova temporada de UnReal, atração do Lifetime

JOÃO DA PAZ - Publicado em 04/03/2018, às 05h56

Série que conquistou o público em 2015 ao mostrar os bastidores de um reality show de namoro, UnReal teve uma segunda temporada abaixo das expectativas e foi duramente criticada por polemizar o racismo. A produção recupera o vigor no terceiro ano, que estreia nesta segunda (5). Agora com uma solteirona rica e encalhada no centro das atenções, o drama foca naquilo que sabe fazer melhor: armar barracos em busca de audiência.

No ano passado, a trama se perdeu ao abordar temas como abuso sexual e violência policial e por meter a colher na política americana, o que incitou discórdias raciais.

Uma cena, por exemplo, mostrou uma loira de biquíni com a bandeira dos Estados Confederados, união de líderes escravagistas norte-americanos na Guerra da Secessão (1861-1865). Tudo para provocar o solteirão negro da temporada, papel de B.J. Britt.

A atriz Caitlin FitzGerald, do alto de seus 1m78, é um dos trunfos da nova leva de episódios. Ela interpreta Serena Wolcott uma loira inteligente e bem-sucedida, com uma fortuna criada arriscando capital no Vale do Silício.

Como diz a produtora Rachel Goldberg (Shiri Appleby) em uma conversa com Serena logo no primeiro episódio, "metade da América já te odeia [por seu sucesso]".

Mesmo com uma postura arrogante, Serena aceita ser marionete de Rachel para ver se finalmente encontra um amor para a vida toda; a loira acredita mesmo que vai achar um marido no programa.

Mas, por ter uma postura antiquada (ela diz só beijar na boca no terceiro encontro), Serena dará trabalho para Rachel. A produtora terá de desmontá-la e criar uma personagem carismática para chamar a atenção do público e dos pretendentes no fictício reality Everlasting.

A química entre Rachel e sua chefe Quinn King (Constance Zimmer), a diretora do programa, continua interessante e rende bons momentos, sejam cômicos ou trágicos. As duas personagens são o alicerce da série e, com Serena, formam um trio que promete recolocar UnReal entre as séries de destaque da atualidade.

O ponto fraco da trama neste começo de temporada são os homens interessados em conquistar o coração de Serena. Pelo menos após o episódio de estreia, nenhum deles desperta simpatia à primeira vista. Todos são bem caricatos.

As escolhas de Serena estão entre um bombeiro musculoso, ex-militar e pai de uma menina; um metido a humanitarista com look de surfista; um bailarino bad-boy; um piloto profissional com modo de vida conservador; um banqueiro bonitão cheio de marra; um vaqueiro típico extraído dos cinemas (com chapéu e tudo mais); um coroa de cabelo grisalho que remete a Harrison Ford; e um jóquei.

Unreal será exibida toda segunda, às 22h50, no Lifetime, com uma semana de atraso em relação aos Estados Unidos.

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