Apocalipse

Juliana Silveira torce para personagem ser agredida em nova novela da Record

Munir Chatack/RecordTV

A atriz Juliana Silveira caracterizada como a personagem Raquel de Apocalipse, da Record - Munir Chatack/RecordTV

A atriz Juliana Silveira caracterizada como a personagem Raquel de Apocalipse, da Record

FERNANDA LOPES - Publicado em 19/11/2017, às 07h42

A personagem de Juliana Silveira em Apocalipse, novela que a Record estreia nesta terça (21), tem muito a ver com Clara (Bianca Bin), protagonista de O Outro Lado do Paraíso. Ambas são maltratadas pelos maridos, grossos e truculentos. A diferença é que a mocinha da Juliana, Raquel, no início só sofrerá agressões verbais, mas a atriz espera que o caso fique ainda mais sério para que possa abordar a violência doméstica na trama bíblica.

"Ela é vítima de agressão verbal por enquanto, eu não recebi algo físico ainda. Existia no início uma ideia de que isso fosse acontecer no desenvolvimento da história, mas não sei se a gente vai chegar nesse nível. Raquel tem uma crise seríssima no casamento, ela é casada com um policial grosseiro e eles têm problemas de comunicação, brigam muito", explica.

"Eu até gostaria que isso [agressão física] fosse uma questão da personagem. Nunca passei por isso, mas como toda mulher eu sei que tem pessoas próximas que já viveram algum tipo de agressão ou violência doméstica. Acho que é um tema de que a gente precisa falar", afirma.

Autora de Apocalipse, Vivian de Oliveira diz que não quer fazer uma cópia do que acontece na novela das nove da Globo e desconversa sobre o futuro da personagem de Juliana Silveira.

"Soube que na outra novela eles estão mostrando essa violência bem pesada. Existe mesmo uma relação tumultuada entre o casal [de Juliana Silveira e Fernando Pavão], mas é diferente", ressalta.

Santinha demais
Apocalipse é a sétima novela de Juliana Silveira na Record. Raquel é enfermeira com dois filhos e que sofre com as constantes traições (e brigas) do marido. 

A própria atriz se irrita com a passividade da personagem, que é religiosa e aceita a situação na esperança de poder transformar as relações entre sua família. 

"Ela é uma mulher que compreende e não julga, o que pra mim é extremamente difícil de fazer. Se eu estou fazendo 15 cenas num dia, na 12ª já dou uma julgadinha, quem me segura é o diretor. Na forma como você fala a frase, está julgando. Eu falo [para o diretor]: 'Mas a minha personagem é o que, um anjo na terra?'. E ele fala que é. Então, eu vou fazer. O caminho dela é esse, do amor mesmo. Ela é bem evoluída", conclui. 

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