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TECNOLOGIA IMPRESSIONOU

Futurista há 25 anos, Explode Coração estreia no Globoplay como pré-histórica

Júlio Falcão (Edson Celulari) em cena de Explode Coração (1995) em frente a um computador antigo

Júlio Falcão (Edson Celulari) em cena de Explode Coração (1995); novela deu destaque a chats pela internet

REDAÇÃO

Publicado em 22/6/2020 - 5h27

Em 1995, quando Explode Coração foi ao ar pela primeira vez na Globo, coisas como internet, celular e computadores ainda eram tecnologias muito recentes no Brasil e restritas à população mais rica. Por isso, a novela foi considerada inovadora e até visionária ao retratar a tecnologia na história de um casal que se conhece online. Mas hoje, quando a novela estreia no Globoplay, muito do que é mostrado já ficou ultrapassado.

O romance central acontece entre Dara (Tereza Seiblitz), uma cigana que vive na Espanha, e Júlio Falcão (Edson Celulari), um empresário brasileiro. Os dois se conhecem por meio de um programa de computador em que pessoas de qualquer parte do mundo podem conversar.

Para escrever a novela, a própria autora, Gloria Perez, usou chats em seu computador e conversou com pessoas que se relacionavam amorosamente pela internet com pessoas que não conheciam.

O que atualmente parece absolutamente trivial, na época era algo totalmente fora do comum, difícil de imaginar. Soava até inverossímil. A atriz protagonista, Tereza Seiblitz, não tinha computador em casa, por exemplo.

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, estimava-se, na época da estreia de Explode Coração, que 50 milhões de pessoas usassem a internet no mundo inteiro, aproximadamente a mesma quantidade de brasileiros que assistiam à novela das nove todos os dias. Isso dá uma dimensão de como a web ainda era algo primitivo.

As telas dos computadores dos personagens mostravam o layout do chat em que os protagonistas conversavam e telas do antigo Windows 95 --coisa que quem viveu aquela época encara com certa nostalgia, mas quem nem era nascido certamente consideraria como algo pré-histórico.

Para o público e os críticos que acompanhavam Explode Coração em 1995, no entanto, o uso desses apetrechos na trama foi visto com certa desconfiança. A autora foi ridicularizada por quem não acreditava que a tecnologia exibida faria parte da realidade do mundo todo alguns anos depois.

Tablet usado na abertura de Explode Coração: tecnologia era futurista demais na época

Abertura visionária

A vinheta de abertura de Explode Coração ousava ainda mais ao retratar avanços da tecnologia. Enquanto computadores já eram conhecidos, artigos como tablet e tela touch screen eram ainda apenas devaneios da imaginação de Hans Donner.

Na sequência de abertura, um homem assistia a um vídeo de dançarinas ciganas. Pela tela de seu tablet, ele "congelava" algumas cenas.

No final, a principal tecnologia ainda não está disponível para a realidade de 2020: o personagem fazia um download da bailarina de vermelho (interpretada por Ana Furtado), que aparecia fisicamente na frente dele, como num teletransporte.


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