Novela das nove

Babilônia: Aderbal manda incendiar rodoviária e banca o herói

Reprodução/TV Globo

Marcos Palmeira (Aderbal) em cena de Babilônia com Marcelo Laham (Queiroz) - Reprodução/TV Globo

Marcos Palmeira (Aderbal) em cena de Babilônia com Marcelo Laham (Queiroz)

MÁRCIA PEREIRA - Publicado em 28/03/2015, às 05h47

O político corrupto vivido por Marcos Palmeira em Babilônia agirá como um bandido nos próximos capítulos na novela das nove da Globo. Inconformado por não conseguir aprovar a construção de uma nova rodoviária em Jatobá, ele e seu assessor, Queiroz (Marcelo Laham), vão mandar incendiar o terminal de ônibus da cidade. "Arranjei um sujeito de confiança pra resolver o problema da rodoviária. De hoje, aquele mafuá não passa! Vai arder em chamas", dirá o puxa-saco do prefeito. Aderbal ainda vai bancar o herói e fingir salvar vidas no meio do fogo.

A princípio, o plano do mau-caráter dará certo. A sequência em que a rodoviária pegará fogo vai ao ar no capítulo do dia 9. "O incêndio é uma manifestação do Altíssimo. E eu, como humilde servo, vou apresentar a solução, a rodoviária nova", vai declarar Aderbal assim que ver o local em chamas. A construção da nova rodoviária é uma das estratégias dele para marcar sua administração com uma grande obra e ainda por cima ganhar uma volumosa comissão de uma construtora que financiou sua campanha política. 

O movimento estará calmo na hora emque um vulto entrar no escritório da rodoviária e uma lanterna iluminar uma caixa de luz. O público em casa verá um homem, com boné escondendo seu rosto, abrindo a caixa e mexendo nos fios. Instantes depois, faíscas saírão de dentro da caixa e uma pequena chama começará. A cena será cortada e na sequência o fogo já terá tomado conta do escritório.

As chamas vão sair pelo teto, atingindo a cobertura da rodoviária. Ônibus vão partir às pressas, enquanto os passageiros correrão apavorados. Uma multidão se aglomerará para ver o que está acontecendo e a câmera mostrará o carro de Aderbal freando bruscamente. "Que beleza de incêndio. Agora faz o que eu mandei, arruma alguém pra eu salvar, anda", dirá Aderbal a Queiroz. 

Heroismo de araque

Em seguida, ele vai entrar no meio das pessoas e começar a gritar "que tragédia, meu Deus, que horror", de forma teatral e chamando a atenção de todos. O cinismo do personagem deverá ser impressionante, assim orienta o roteiro entregue à produção da trama. Ele verá uma mulher correndo com uma criança nos braços e entrará na sua frente, pegando a criança no colo e fazendo pose de quem está a protegendo.

"O prefeito está aqui! Eu não vou deixar que nada de ruim aconteça ao povo de Jatobá", vai gritar. Sempre dizendo frases religiosas, como "que o Senhor nos proteja", ele vai ajudar algumas pessoas que fugirão do fogo.

Alguém o avisará que uma funcionária entrou no escritório para pegar o dinheiro que estava lá. Ele e Querioz irão atrás dela. "Rápido, antes que a mulher morra, aí não vai ter serventia pra nada", cochichará Aderbal no ouvido do assessor. 

Imagens do salvamento

Escondido, o político vai rasgar a manga de seu paletó. Ele pegará fuligem do chão e passará pelo rosto e pela sua roupa. "Prepara a câmera do celular, anda", ordenará ele. Queiroz vai filmar a funcionária saindo do escritório em chamas, com uma caixa nas mãos. Aderbal, discretamente, colocará seu pé na frente do pé da mulher para ela cair e ele a amparar. "Calma, a senhora está salva", dirá Aderbal, olhando para a câmera. 

Em seguida, o prefeito aproveitará para fazer um discurso falando que os carros dos bombeiros estão sucateados e que a rodoviária estava em ruínas por culpa da antiga administração do município. "Mas eu vou mudar isso, minha gente! Em nome do Altíssimo, eu prometo", afirmará Aderbal. 

"Vamos orar pela nossa cidade, irmãos", pedirá ele, dando as mãos para as pessoas à sua volta. "Com humildade, te peço, Senhor: olhe por Jatobá e proteja os jatobenses. É preciso fé, paz e harmonia. Vamos nos unir e evitar que novas tragédias", dirá o prefeito, sendo interrompido pelo desabamento da cobertura da rodoviária. "Aleluia, irmãos! O Senhor ouviu as nossas preces! Os bombeiros chegaram."

No final, ele confirmará com Queiroz se toda a sua ação como herói foi gravada. O assessor responderá positivamente. "Manda já o vídeo pra imprensa aliada", dirá Aderbal.


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