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TV paga deixa de ser supérflua, mas terá crescimento zero em 2015

Divulgação

Personagens de Peppa Pig: desenho do Discovery Kids bate a Globo entre os assinantes de TV paga - Divulgação

Personagens de Peppa Pig: desenho do Discovery Kids bate a Globo entre os assinantes de TV paga

DANIEL CASTRO

Publicado em 28/7/2015 - 19h27
Atualizado em 29/7/2015 - 5h31

Presente na vida de mais de 63 milhões de brasileiros, a TV por assinatura derrubou dois mitos nos últimos anos: deixou de ser um produto supérfluo para as famílias e não é mais apenas uma tecnologia para se ver TV aberta sem chuviscos. Mas vai fechar o ano de 2015 com zero de crescimento. Dificilmente ultrapassará a casa dos 20 milhões de clientes. Este será o tom da 23ª edição da feira e congresso da ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura), que acontece na semana que vem em São Paulo.

Segundo dados do Ibope divulgados ontem (28) pela ABTA, a TV paga foi a mídia que mais cresceu nos últimos cinco anos, período em que dobrou a base de assinantes. No ano passado, passou a ser o terceiro meio mais consumido, ultrapassando o rádio, só atrás da TV aberta e da internet. A TV por assinatura já é consumida por 50,2% dos brasileiros _68% consomem web e 94%, TV aberta.

Mas o dado que mais revela a relevância alcançada pela TV paga é o tempo dedicado aos canais por assinatura. Em 2010, os brasileiros viam canais fechados durante 2 horas e 11 minutos por dia. Em 2013, esse tempo aumentou para 2 horas e 28 minutos. No ano passado, o consumo de conteúdo de TV por assinatura disparou: chegou a 3 horas 7 minutos por dia na média por telespectador (que ainda consome mais mais TV aberta, cerca de cinco horas).

"O consumo de TV por assinatura cresceu 40% no ano passado. Quando você tem esse nível de crescimento, significa que as pessoas começam a descobrir outros conteúdos e a criar novos hábitos", constata Oscar Simões, presidente-executivo da ABTA.

O fato de um canal pago, o Discovery Kids, ter desbancado a Globo e se tornado o mais assistido no período da manhã, entre os pagantes de TV, ilustra esse novo status da televisão por assinatura. Hoje, a TV paga cria tendências _a Record vai estrear um programa com Buddy Valastro, astro dos canais Discovery_ e séries como The Walking Dead (Fox) e Game of Thrones (HBO) viraram conteúdo obrigatório para quem quer se manter atualizado nas rodas de conversas.

Para Simões, as pessoas não procuram mais as operadoras de TV paga apenas para ver a Globo ou o SBT com sinal de qualidade. "Se um dia foi assim, parece que não é mais", diz. E pesquisas mostram que TV por assinatura já não é mais o primeiro item que as pessoas cortam nos momentos mais críticos. O consumidor primeiro deixa de ir a restaurantes e corta até o plano de saúde, mas mantém a TV paga e a internet de banda larga.

"É por isso que, no meio de uma crise como esta que o país está atravessando, a base de assinantes não está caindo", diz Simões. Mas também não vai crescer em 2015. "As vendas continuam acontecendo, mas o setor não cresce porque agora tem mais inadimplência. A expectativa para este ano é [de crescimento] zero mesmo. Se tiver algum crescimento, vai ser algo muito pequeno".


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