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Análise

Impasse pode tirar o melhor futebol do mundo da TV paga até 2018

Divulgação/Uefa

Lewandowsky e Götze na goleada do Bayern sobre a Roma na Champions League, na semana passada - Divulgação/Uefa

Lewandowsky e Götze na goleada do Bayern sobre a Roma na Champions League, na semana passada

DANIEL CASTRO

Publicado em 30/10/2014 - 7h09

Melhor torneio interclubes do mundo, a Champions League poderá ficar fora das principais operadoras de TV por assinatura pelo menos nos próximos três anos. Na última terça-feira, o Esporte Interativo venceu a concorrência pelos direitos totais e exclusivos de TV paga da competição para as temporadas 2015/2016, 2016/2017 e 2017/2018.

Assim, a ESPN se despedirá da Champions League em meados do ano que vem, quando termina a atual temporada. O Esporte Interativo irá pagar cerca de US$ 130 milhões pelas três edições do campeonato que reúne craques como Neymar e Messi. A ESPN, que sublicenciaria o torneio para o Sportv, ofereceu US$ 100 milhões. Foi a maior transação por uma competição internacional na TV paga brasileira, excluídas Copas do Mundo e Olimpíadas.

As chances de a Champions League ficar fora do alcance da maior parte dos assinantes de TV por assinatura são muito grandes por causa de um impasse. O Esporte Interativo é um canal híbrido. É distribuído por duas grandes operadoras (a Oi e a Claro), mas é também uma emissora aberta, com canais UHF e sinal disponível para quem tem antena parabólica, onde não poderá irradiar a Champions League. Também faz transmissões pela internet, mediante a venda de assinaturas.

O modelo de negócios do Esporte Interativo, que no ano passado ganhou um aporte de capital da Turner, afronta as grandes operadoras, e o canal está fora da Net e da Sky, que, juntas, têm mais da metade dos quase 20 milhões de assinantes do país. O investimento na Champions League é uma tentativa do Esporte Interativo de ser distribuído por Net e Sky, mas o impasse permanece. "Por que vou pagar por um canal que é distribuído de graça", questiona um importante executivo de uma das grandes operadoras, que pede anonimato.

Além do modelo de negócios, há a questão da concorrência. O Esporte Interativo é uma aposta da Turner para se fortalecer no segmento esportivo e disputar mercado com a Fox (Fox Sports), Globosat (Sportv) e Disney (ESPN). Ampliar seu alcance, com distribuição pela Net e Sky, significa fortalecer um concorrente. Acionista minoritária da Net, a Globo tem poder de veto para novos canais. Não será fácil o Esporte Interativo entrar na maior operadora do país.

Os fãs da Champions League, portanto, poderão contar apenas com as limitadas alternativas de distribuição do Esporte Interativo e da TV aberta (Globo e Band continuarão exibindo a competição, mas somente alguns jogos).


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