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CORRENDO POR UM SONHO

Em filme, Thalita Carauta mostra drama que público não vê nos Jogos Olímpicos

FOTOS: DIVULGAÇÃO

Adriana (Thalita Carauta), Maria Lúcia (Fernanda Freitas) e Sofia (Priscila Steinman) de uniforme de atletismo na pista olhando para o lado direito em cena do filme 4x100 - Correndo Por um Sonho

Adriana (Thalita Carauta), Maria Lúcia (Fernanda Freitas) e Sofia (Priscila Steinman) no filme

LUÍS FELIPE SOARES

luis@noticiasdatv.com

Publicado em 23/6/2021 - 11h09

O título de 4x100 - Correndo Por um Sonho já dá a ideia de que o filme tem forte apelo esportivo. Mas o objetivo da produção nacional é usar a competição como pretexto para explorar dramas pessoais de atletas. Conhecida pelos trabalhos na comédia, Thalita Carauta (Duas de Mim) comanda o elenco para mostrar detalhes que o público não vê nos treinamentos e nos Jogos Olímpicos. O longa chega aos cinemas na quinta-feira (24).

A atriz interpreta uma das cinco corredoras apresentadas na ficção. A história se constrói com a ajuda de todas, mas a relação de tensão, rancor e amor entre duas atletas em especial dita o ritmo do filme.

A trama começa em uma confusão ocorrida nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Uma derrota mal explicada no 4x100 feminino divide duas amigas, com Maria Lúcia (Fernanda de Freitas) ainda no circuito como estrela das pistas e Adriana (Thalita Carauta) tendo de se virar para viver em pequenas lutas de MMA em São Paulo.

A parte final de um novo ciclo olímpico, para a disputa do evento em Tóquio, no Japão, faz com que o retorno de Adriana seja necessário à equipe. O desafio é saber se a atleta topa voltar a correr e a reviver complicações do passado que nunca foram resolvidas. Outras esportistas envolvidas na jornada também têm seus dramas apresentados e ampliam a gama de problemas.

"[O filme] Aborda coisas muito comuns, principalmente o aspecto de ter que recomeçar a partir de onde tudo estava errado, de precisar repensar atitudes, de perdoar e se perdoar, cair e levantar", explica Thalita.

O lance do esporte pode ser secundário, mas é forte demais. Mostrei o trailer para o meu filho e geralmente não mostro muitas coisas porque ele é pequeno. Ele se interessou pela questão da disputa. Por mais que falemos de inter-relações, o contexto meio épico esportivo é o cerejão do bolo.

A trama não é baseada em fatos reais, com o elenco tendo de ir atrás de referências gerais para a montagem de suas personagens. "A gente conversou e conviveu bastante com atletas, e elas falaram as questões principais, os pontos mais complicados e os maiores impeditivos. A partir disso a gente construiu a trajetória de cada uma", diz Roberta Alonso, que interpreta Rita, veterana que se envolve com doping.

"Não é só sobre esportes, só sobre atletismo, só sobre vencer ou não. É uma modalidade muito dramática. A partir do momento em que há a premissa de quem você precisa de um time para ganhar e apenas uma pessoa para perder, isso é muito forte. É um interessante estar em risco, porque você dá luz para fragilidades", comenta Priscila Steinman, a novata Sofia, com muita energia e pouca experiência.

Visão diferenciada

As gravações de 4x100 - Correndo Por um Sonho foram realizadas em cinco semanas em 2017. O objetivo era trabalhar com calma para aproveitar o embalo da Olimpíada de Tóquio, no Japão, que deveria ter ocorrido no ano passado. Por causa da pandemia da Covid-19, o evento foi adiado, e o lançamento do filme também sofreu com as mudanças.

Segundo o diretor Tomás Portella (Desculpe o Transtorno), parte do desafio foi não competir com a visão que o público já está acostumado a ter da competição e de toda a preparação ao seu redor.

"A Olimpíada é sempre bem filmada, com milhares de câmeras e novas tecnologias a cada edição. Escolhemos que a câmera estaria dentro da pista, colada nas atletas. Falamos sobre o esporte de uma maneira não mostrada normalmente. Apostamos no drama real dentro da competição, como é a força e o desespero de um competidor no estádio, longe de visão do espectador", explica ele.

Equipe feminina de atletismo no filme

Augusto Madeira interpreta Victor, experiente treinador da equipe. Ele confessa que os estudos para o trabalho o levaram a conhecer detalhes que jamais pensou sobre o atletismo, como a dinâmica entre as competidoras, a proibição de pisar na linha da pista e o fato de haver uma substituta para o quarteto principal.

"Não sei se o tema, o resumo e o cartaz vão levar as pessoas à assistir. Mas tenho certeza que o boca a boca vai. Tem esse lance de surpreender. Há detalhes ricos para uma prova muito rápida no meio de tantas histórias que se juntam. Essa força que o esporte tem deixas as coisas emocionantes mesmo e tentamos passar isso para a tela", comentou o ator.

Após quase cinco anos das gravações, o grupo finalmente poderá ver a recepção do público. "O processo do cinema é lento no geral, ainda mais o audiovisual brasileiro. Mas acho que esse ganhou a medalha de ouro [sobre a demora de quase cinco anos entre as gravações e a estreia]", brinca Roberta Alonso.

"É um filme com uma certa pegada épica. Filmamos em 2017, bem antes dos jogos de Tóquio e sem qualquer ideia de uma pandemia pelo caminho. Então há esse projeto casado com a Olimpíada. Ficamos esperando e haja coração para tanto tempo", completa.

Veja o trailer do filme:


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