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SÓ PRA AGOSTO

Globo esnoba estaduais e marca retorno do Globo Esporte para aquecer Brasileirão

Reprodução/TV Globo

De braços cruzados e com expressão séria, Felipe Andreoli comanda edição de 16 de março do Globo Esporte SP

Felipe Andreoli na última edição do Globo Esporte SP, de 16 de março: programa volta só em agosto

DANIEL CASTRO e LUCIANO GUARALDO

dcastro@noticiasdatv.com

Publicado em 16/7/2020 - 13h45

A Globo decidiu esnobar a reta final dos campeonatos estaduais de todo o país e definiu o retorno do Globo Esporte como programa solo só para 3 de agosto, em uma preparação para o início do Brasileirão 2020, marcado para o fim de semana dos dias 8 e 9 do próximo mês.

Desde 16 de março, o esportivo tinha sido transformado em um quadro exibido dentro dos jornais locais --em São Paulo, por exemplo, o apresentador Felipe Andreoli tem aparecido no SP1 ao lado de César Tralli. 

As mudanças na grade tinham sido provocadas tanto pela ampliação da cobertura do coronavírus quanto pela suspensão das principais competições no Brasil e no mundo. Mesmo com o retorno da bola aos gramados (em países da Europa e no Rio de Janeiro), a troca ainda não foi desfeita.

Com isso, assim como a reta final do Campeonato Carioca (encerrado na noite de ontem), os retornos do Paulistão (marcado para o dia 22) e do Campeonato Mineiro (no dia 26) não terão um programa para chamar de seu, apenas o quadro no SP1. Mas o Globo Esporte já terá voltado para abordar as duas partidas da final do torneio paulista, marcadas para 5 e 8 de agosto.

O Notícias da TV apurou com fontes no alto escalão da Globo que a volta do GE não terá alterações no formato: seguirá com a mesma duração que tinha em março e os mesmos apresentadores nas versões estaduais.

A decisão da Globo de adiar a volta do Globo Esporte até agosto teve como principal motivo a audiência. A avaliação na emissora é a de que a dobradinha entre Felipe Andreoli e César Tralli está funcionando, e o público que não gosta de esporte não migra para outro canal, porque sabe que o noticiário local/estadual continua ao final do GE enxuto. Como não há troca de público, a Globo não oscila no Ibope.

A audiência do SP1 atualmente tem girado na casa dos 11 pontos na Grande SP, às vezes 12. Antes do novo coronavírus, 11 pontos era o máximo que alcançava. A maior diferença mesmo é que, sem a quebra do esporte, a ligação entre os telejornais locais e o Jornal Hoje tem sido mais suave. O telejornal de Maju Coutinho, que antes da quarentena rendia 80% da audiência do SP1, agora tem perdido bem menos, apenas décimos.

Assim, a distância para a Record, que via o Balanço Geral registrar mais de 10 pontos de média no ano passado, aumentou. Hoje, o BG sofre para dar 7 pontos. Em junho, a Record respondeu com a recontratação de Reinaldo Gottino. Sua audiência aumentou, mas ainda está longe dos dias áureos.

A pandemia acabou resolvendo temporariamente um problema para a Globo: o Se Joga. O programa era freguês do quadro A Hora da Venenosa, do BG, e perdeu seu espaço para o Hoje. Resultado: o quadro de fofocas nunca mais ganhou da Globo na faixa das 14h. Só em seus 15 minutos finais, contra a Sessão da Tarde.


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