LÍDER NA COMPETIÇÃO

'Quantas vezes já vimos uma negra como princesa?' diz Dandara Mariana sobre Dança

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Dandara Mariana e Daniel Norton com rostos bem colados durante apresentação do foxtrote na Dança dos Famosos

Dandara Mariana e Daniel Norton durante apresentação do foxtrote na Dança dos Famosos

REDAÇÃO - Publicado em 07/12/2019, às 16h10

Líder da Dança dos Famosos, Dandara Mariana exaltou a representatividade em participar do quadro do Domingão do Faustão. A atriz contou que, antes de se apresentar, sempre pensa em quantas meninas estão se espelhando nela. "Quantas vezes já vimos uma negra como uma princesa dançando num salão?", questionou a competidora.

Uma das favoritas do público para vencer a disputa, a artista afirmou que as performances têm um significado ainda maior para ela. "Sempre entro pensando em quantas meninas estou representando, como aquele ritmo fala sobre o nosso país. Sempre levo para um lugar político da coisa: Quantas negras têm festa de 15 anos? Penso sobre isso e entro com essa força", afirmou ela em entrevista ao Gshow.

Militante, Dandara já tinha comentado sobre essa importância em uma outra conversa com o portal. "Minha presença nesse lugar de destaque faz com que outras negras se sintam potentes, empoderadas e capazes de ser o que elas quiserem. Diminui os obstáculos que nos são impostos, como, por exemplo, o de que não somos padrão de beleza ou de que devemos ser servis e subservientes. Somos muitas e nos enxergarmos é fundamental", disse ela.

A atriz revelou que já teve contato com a dança antes do quadro do Domingão: "Quando era pequena, fiz aulas de dança afro, de jazz, um pouco de sapateado. Tive pequenas experiências, mas sempre amei dançar". 

A líder da competição também contou em quais ritmos teve mais dificuldade. "Não tem nenhum que não tenha me tirado da zona de conforto. Mas acho que as danças que exigem uma coisa mais clássica foram mais difíceis, como o foxtrote e paso doble", afirmou ela.

Dandara revelou que tem um ritual antes de entrar no palco todos os domingos. "Sempre me alongo e, às vezes, faço alguns exercícios de ioga no camarim. Abraço o Dani [Norton], meu professor, e falo: 'Parceiro, ainda bem que a gente está aqui!'. Sempre!", contou.

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