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Letícia Colin desafia censura em rede social com pastel sobre o peito

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A foto feita para a Maria Claire ganhou uma tarja após ser apagada, o que foi ironizado pela atriz - REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

A foto feita para a Maria Claire ganhou uma tarja após ser apagada, o que foi ironizado pela atriz

REDAÇÃO - Publicado em 30/11/2018, às 13h16

Letícia Colin reagiu com bom humor à censura sofrida no Instagram, que deletou uma foto em que a atriz posava para uma revista com os seios à mostra alegando conter "nudez e pornografia". Nesta sexta (30), ela posou com um pastel de Belém, o típico docinho português na altura do mamilo, sobre a roupa, e desafiou: "Remove-me, Instagram". A atriz atualmente passa férias em Portugal.

Na entrevista à Marie Claire para a edição que traz o ensaio censurado, a atriz afirmou que "seios de mulheres não deveriam causar estranhamento", mas foi justamente o que aconteceu quando a rede social retirou a imagem de diversos perfis. 

"E se fosse um homem sem camisa?", questionou em postagem a revista ao denunciar que a foto havia sido deletada.

O caso tem repercutido entre atrizes e ex-colegas da atriz que interpretou Rosa em Segundo Sol. Nanda Costa, Suzana Pires, Samara Felippo, Monica Torres, Maytê Piragibe, Aline Borges e Giselle Batista foram algumas das que reproduziram a imagem, que foi removida de diversas contas.

Em tom mais politizado, Tainá Müller, republicada por Thaila Ayala, criticou duramente a erotização dos seios na cultura: "Ao invés de deixarmos nossos seios livres, o que seria o mais saudável para a espécie, os censuramos simplesmente porque eles são vistos, em primeiro lugar, como OBSCENOS. Nesse exato momento em que você lê isso uma mãe está se escondendo para alimentar seu filho com medo de retaliação". 

Veja a repercussão das famosas:

 
 
 
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Você sabia que o uso de roupas e sutiãs ao longo dos séculos atrofiou as glândulas de Montgomery, responsáveis pela lubrificação e proteção dos mamilos durante a amamentação? Essa é considerada uma das principais causas dos problemas que a maioria das mulheres enfrentam ao amamentar nos primeiros meses: mamilos rachados (ou despedaçados!) e muita dor. A dor interrompe a cascata hormonal que é responsável pela produção de leite. Com isso, acaba-se recorrendo à mamadeira e pronto! Temos mais um bebê privado da alimentação de ouro da primeira infância. Isso tudo acontece porque nossos seios foram cobertos e privados de sol ao longo dos anos, atrofiando tais glândulas e transformando uma pele, que deveria ser acostumada à alta fricção da sucção, em uma pele finíssima. Só quem viveu a dor lancinante e quase insuportável ao dar de mamar sabe do que eu estou falando. Mas por que aceitamos o fato de algo tão natural e fisiológico causar tanta dor e desconforto? Simplesmente porque a função mais sagrada dos seios da mulher, que é a de alimentar um bebê, é totalmente soterrada pela erotização do olhar do patriarcado. Ao invés de deixarmos nossos seios livres, o que seria o mais saudável para a espécie, os censuramos simplesmente porque eles são vistos, em primeiro lugar, como OBSCENOS. Nesse exato momento em que você lê isso uma mãe está se escondendo para alimentar seu filho com medo de retaliação. Num país tropical como esse, não podemos ousar (nem grávidas!) a tomar sol no peito (como recomendam os médicos) que chamam a polícia. Mais uma prova de que essa sociedade é feita por homens e para os homens. Obrigada, @leticiacolin e @marieclairebr pela coragem de trazer essa pauta. Agora um pouco mais sobre nossos amados e incríveis mamilos: Os tubérculos de Montgomery são conhecidos por terem funções antibacterianas. Esses tubérculos produzem óleos naturais que se encarregam de controlar o pH e proteger o mamilo de qualquer tipo de infecção. Além disso, substâncias voláteis nas secreções podem servir de estímulo olfativo para o apetite dos bebês recém-nascidos durante o aleitamento. A natureza é perfeita. Free tetas!

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#Repost @tainamuller ・・・ Você sabia que o uso de roupas e sutiãs ao longo dos séculos atrofiaram as glândulas de Montgomery, responsáveis pela lubrificação e proteção dos mamilos durante a amamentação? Essa é considerada uma das principais causas dos problemas que a maioria das mulheres enfrentam ao amamentar nos primeiros meses: mamilos rachados (ou despedaçados!) e muita dor. A dor interrompe a cascata hormonal de ocitocina que é responsável pela produção de leite. Com isso, acaba-se recorrendo à mamadeira e pronto! Temos mais um bebê privado da alimentação de ouro da primeira infância. Isso tudo acontece porque nossos seios foram cobertos e privados de sol ao longo dos anos, atrofiando tais glândulas e transformando uma pele, que deveria ser acostumada à alta fricção da sucção, em uma pele finíssima. Só quem viveu a dor lancinante e quase insuportável ao dar de mamar sabe do que eu estou falando. Mas por que aceitamos o fato de algo tão natural e fisiológico causar tanta dor e desconforto? Simplesmente porque a função mais sagrada dos seios da mulher, que é a de alimentar um bebê, é totalmente soterrada pela erotização do olhar do patriarcado. Ao invés de deixarmos nossos seios livres, que seria o mais saudável para a espécie, os censuramos simplesmente porque mesmo com essa função maravilhosa eles são vistos, em primeiro lugar, como OBSCENOS. Nesse exato momento em que você lê isso uma mãe está se escondendo para alimentar seu filho com medo de retalhação. Num país tropical como esse, não podemos ousar (nem grávidas!) a tomar sol no peito (como recomendam os médicos) que chamam a polícia. Mais uma prova de que essa sociedade é feita pelos homens e para os homens. Obrigada, @leticiacolin e @marieclairebr pela coragem de trazer essa pauta. Agora um pouco mais sobre nossos amados e incríveis mamilos: Os tubérculos de Montgomery são conhecidos por terem funções antibacterianas. Esses tubérculos produzem óleos naturais que se encarregam de controlar o pH e proteger o mamilo de qualquer tipo de infecção. Além disso, substâncias voláteis nas secreções podem servir de estímulo olfativo para o apetite dos bebês recém-nascidos durante o aleitamento. A natureza é per

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