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TRANSIÇÃO

Fora da Globo, Michelle Barros dá guinada na carreira e elogia os 'cabeça branca'

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Foto de Michelle Barros

Michelle Barros deixou a Globo após 12 anos; jornalista mira em projetos nas redes sociais

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 24/5/2022 - 19h39

Michelle Barros assumiu que sentiu medo ao pedir para sair da Globo após 12 anos de empresa. Agora, ela busca "novas formas de trabalho" e, inclusive, tem projetos de podcasts e outros programas em vista. Sobre a onda de demissões da emissora e as saídas de Carlos Tramontina e Chico Pinheiro, a jornalista lamentou: "Cabeça branca faz diferença, a gente precisa ter a juventude, mas a gente precisa ter a cabeça branca".

Nesta terça-feira (24), no Programa de Todos os Programas, do R7 no YouTube, a comunicadora explicou que já havia pensado em sair da emissora há um certo tempo.

"Fiquei semanas vivenciando medo, insegurança e tensão, mas, ao mesmo tempo, quando eu me via na situação de estar fora [de lá], eu tinha a certeza e uma sensação de leveza. Fiquei nessa dicotomia durante alguns dias até chegar lá e dizer: 'Não dá mais'. Há anos eu pensava nisso, eu percebi que havia chegado o momento de tomar a decisão".

Fora da Globo, Michelle reforçou seu interesse em trabalhar com conteúdos nas redes sociais e afirmou que é possível unir sua experiência na TV com os novos formatos digitais.

"Decidi fazer essa mudança já demonstrando a possibilidade de novos espaços, novos materiais a serem produzidos, novas formas de trabalho. Cerca de 80% da população é ativa nas redes sociais. Esse dado é de fevereiro de 2022. Então, a gente passa mais de três horas nas redes sociais, a gente tem um potencial imenso nas rede sociais. Isso sem falar em metaverso e novas plataformas. Diversos meios estão surgindo, a gente pode unir o que se faz na televisão com as plataformas", analisou ela.

A decisão de arriscar em trabalhos no ambiente virtual, inclusive, surgiu após a jornalista ouvir algumas críticas por sua maneira de agir, já que foi apenas com o passar do tempo que ela conseguiu explorar melhor seu carisma na tela da Globo:

No começo, o jornalismo era mais sisudo e mais amarrado, agora é mais informal, por algum tempo eu precisei escutar: 'Se contenha um pouco'. Por muito tempo, eu não consegui ser eu, me sentia robotizada, quando a informalidade passou a vigorar, eu consegui mostrar quem eu sou.

"Estou com projetos para as redes sociais, projetos para podcasts, projetos para programas também, mas são projetos. Eu pretendo caminhar por essa nova rota que eu estou traçando, que é jornalismo com entretenimento. Eu não vou ser muito informal, nem vou dar informação sem dados. Também não vou ser sisuda, vou falar de comunicação, sobre tema de direito", continuou.

Apesar de ter interesse em atuar com redes sociais, Michelle disse que "está aberta" para convites de novas emissoras. "Lógico, eu topo conversar, topo voltar [para a TV]. Vamos conversar e ver qual é o projeto, as pessoas gostam de se enxergar na televisão, de se enxergar nas plataformas, por muito tempo a gente não viu isso. É essencial trazer o nosso público".

A jornalista também não descartou a possibilidade de apresentar algum reality show. "Sim, mas tem que pôr minha personalidade. Tem uns reality shows que são tão quadrados", reclamou Michelle.

Onda de demissões

Após comentar sobre a decisão de deixar a Globo por conta da falta de oportunidade em novas posições no jornalismo, Michelle palpitou sobre as demissões de veteranos como Carlos Tramontina e Chico Pinheiro.

Tramontina e Chico são profissionais com anos de experiência, são muito meus amigos, eu sei que eles têm outros projetos. São todos profissionais com muita experiência. Eu acho, enquanto profissional, é uma perda imensa, são profissionais admiráveis, eles vão fazer falta.

"Cabeça branca faz diferença, a gente precisa ter a juventude, mas a gente precisa ter a cabeça branca. A juventude traz o frescor, mas as cabeças brancas te dão uma 'calma, vai por esse caminho', é a experiência, é essencial", completou a jornalista.


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