SIREN

Sucesso nos EUA, série que mostra sereias sanguinárias chega ao Brasil

Fotos: Divulgação/Freeform

A atriz Eline Powell com seu visual de sereia na série Siren: lentes de contato a deixam quase cega - Fotos: Divulgação/Freeform

A atriz Eline Powell com seu visual de sereia na série Siren: lentes de contato a deixam quase cega

LUCIANO GUARALDO, de Nova York - Publicado em 12/06/2018, às 05h10

Sucesso de audiência nos Estados Unidos, a série Siren chega nesta terça-feira (12) ao Brasil. A produção apresenta sereias como criaturas sanguinárias, monstros violentos e prontos para matar qualquer um que entre em seu caminho. Mas uma delas começa a viver na superfície e desenvolve um estranho relacionamento com um humano.

A primeira temporada conta com 10 episódios e estreia às 23h, no Canal Sony. A produção já foi renovada para um segundo ano, mais longo, com 16 capítulos. O voto de confiança se deve ao bom desempenho da produção nos Estados Unidos: o primeiro episódio foi vista por 4,3 milhões de espectadores, a maior audiência de uma estreia do Freeform em toda a história do canal pago.

Siren se passa na fictícia cidade litorânea de Bristol Cove, um lugar que virou ponto turístico por supostas aparições de sereias no passado. Herdeiro de um dos fundadores da cidade, Ben (Alex Roe) abandonou o luxo da família para trabalhar como pescador e viver um romance com a bióloga Maddie (Fola Evans-Akingbola).

Apesar dos conflitos com os parentes, Ben leva uma vida tranquila até que encontra Ryn (Eline Powell), uma jovem de aparência estranha e incapaz de falar. Sem imaginar que Ryn é uma sereia, ele a leva para casa e tenta cuidar da garota.

Ao mesmo tempo em que tenta se adaptar a um novo mundo, Ryn começa a sentir os efeitos de ficar longe do mar: sua pele seca, feridas aparecem e ela acha que vai morrer. Assim, foge e se joga na água, transformando-se em sereia.

Como o Freeform é um canal voltado para o público jovem, é possível prever que Ben ficará dividido entre Ryn e Maddie, em um triângulo amoroso dificultado pelo fato de que a sereia precisa controlar seus instintos para não matar o rapaz. "Mas não é só isso. É uma produção que trata de poder feminino, já que a sociedade das sereias é essencialmente matriarcal", conta a produtora Emily Whitesell ao Notícias da TV.

Alex Roe e Eline Powell vivem os personagens principais: entre o amor e o desejo de matar

"Também tem uma questão ambiental, um alerta ecológico: os oceanos estão mudando por causa da ação do homem. Na nossa série, essas mudanças fazem com que as sereias cheguem cada vez mais perto da costa, e é aí que Ryn vem para o mundo dos humanos", continua o criador Eric Wald.

Para interpretar a sereia, Eline Powell teve aulas de apneia (mergulho livre, sem o auxílio de equipamentos). "Consigo ficar 3 minutos e 12 segundos embaixo d'água, trabalhando aos poucos para melhorar meus pulmões", explica a atriz, que tem no currículo duas participações na série Game of Thrones.

Eline também precisa usar lentes de contato muito azuis para assumir o visual excêntrico das sereias _um dos perrengues vividos por atores da TV, que levam uma vida bem menos luxuosa do que o público imagina. "Ela é tão grossa que faz com que eu veja o mundo literalmente de outra maneira. Apesar de dolorosas às vezes, e bastante incômodas, as lentes são ótimas para que eu incorpore a Ryn."

Filha de um cientista, a atriz teve longas conversas com o pai para tentar criar explicações embasadas na ciência para uma possível existência de sereias.

"Ficamos pensando que uma outra espécie poderia ter evoluído juntamente com os humanos, mas no mar. Como seria a anatomia delas? E o comportamento? Fizemos toda uma explicação antropológica para justificar o que parece injustificável", diz.

Leia também

 

 

Enquete

Você pretende assistir Lia, minissérie da Record?

Últimas notícias

Compartilhar no Facebook
Curta no Facebook