PAULA RICHARD

Autora de O Rico e Lázaro sofre para controlar quase cem personagens

Divulgação/Record TV

A autora Paula Richard ao lado dos três protagonistas da novela O Rico e Lázaro, da Record - Divulgação/Record TV

A autora Paula Richard ao lado dos três protagonistas da novela O Rico e Lázaro, da Record

FERNANDA LOPES - Publicado em 01/04/2017, às 05h55

Em sua primeira novela com o crédito de autora, Paula Richard sente na pele o aumento da responsabilidade e do esforço diário que seu trabalho exige. À frente de O Rico e Lázaro, ela tem que lidar com quase uma centena de personagens _são 97 atores no total, divididos em duas fases. Para não se perder na trama, que deve chegar a 150 capítulos, ela se desdobra para se organizar e não esquecer do papel de ninguém na história.

"É muito perigoso trabalhar com muita gente, mas com isso eu tomo o maior cuidado. Acho que você não pode botar um ator na novela sem dar uma oportunidade para ele. Nem todo mundo é protagonista, mas gosto de dar pelo menos um bom momento até para os que têm papel pequeno", diz.

Para não deixar ninguém de fora, Paula diz que faz uma "ginástica" intelectual. "Eu trabalho com um papel, com mural, [para poder controlar] os núcleos de todo mundo. Às vezes olho para ver se estou esquecendo de alguém", conta.

O ritmo de trabalho ficou ainda mais intenso desde que ela foi promovida de colaboradora para autora. A profissional diz se dedicar à sua obra 24 horas por dia, já que, enquanto dorme, sonha com os próximos capítulos.

"É realmente uma entrega. Deveriam fazer um making of do pessoal que escreve, [seria] horroroso. Entediante. É todo mundo sozinho na frente do computador, tem dia em que você nem penteia o cabelo, roupa também pouco importa. Aí você senta às 8h da manhã [para escrever] e quando vê já são 10h da noite e você ainda nem penteou o cabelo. Quando eu durmo eu sonho [com a novela] também. Sonho com a história, pena que eu não me lembro [ao acordar], tenho que anotar", brinca.

Em O Rico e Lázaro, Paula escreve sobre personagens que de fato existiram e são retratados pela Bíblia, como o rei Nabucodonosor (Heitor Martinez). A autora declara que tem fé, mas não segue religião alguma. Para não cometer erros ao retratar o universo bíblico, ela recorre a consultores, pesquisadores e a um sistema digital para organização de todos os detalhes.

"Comecei a pesquisar [sobre a história de O Rico e Lázaro] quando ainda estava fazendo outro produto, Os Dez Mandamentos. Conversei com especialistas e tive que montar uma planilha de Excel, porque a cronologia bíblica é muito difícil. Montei a planilha para checar em que mês e em que ano havia acontecido cada história, [por exemplo] quando Nabucodonosor foi coroado, quando nasceu o filho dele. Isso foi antes de começar o trabalho de dramaturgia", explica.

A carreira de Paula Richard começou na Record em 2006, quando ela foi roteirista e colaboradora da série Avassaladoras e da novela Vidas Opostas.

Desde 2010, no entanto, ela não trabalha em produções contemporâneas na emissora. Sua primeira atração bíblica foi a minissérie Milagres de Jesus, e Paula acredita que as dificuldades de trabalhar em uma trama atual e em uma de época estão (quase) na mesma proporção.

"O desafio de escrever uma boa história é o mesmo. Na [trama] bíblica, tem uma complicação maior que é estudar aquela sociedade. Não podemos usar algumas palavras, como 'ligado'. Às vezes é difícil, mas o público vai sacar se escapar. Tem tramas que não se pode criar numa novela bíblica, diferente de uma contemporânea, que você pode levar para lá e para cá. Por outro lado, você pode usar esses desafios para criar coisas interessantes também", acredita.

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