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Sem química com Fátima, Escobar paga mico e é ofuscado por comentarista

Imagens: Reprodução/TV Globo

Alex Escobar e Fátima Bernardes na transmissão do Carnaval na madrugada de terça (28) - Imagens: Reprodução/TV Globo

Alex Escobar e Fátima Bernardes na transmissão do Carnaval na madrugada de terça (28)

LUCIANO GUARALDO

Publicado em 28/2/2017 - 6h25

Estreante na transmissão do Carnaval do Grupo Especial carioca, Alex Escobar teve dificuldades para entrar no ritmo da colega Fátima Bernardes. Perdido na cobertura da Globo, o narrador esportivo acabou ofuscado pelo excêntrico carnavalesco Milton Cunha, escalado como comentarista.

Escobar foi promovido para o Grupo Especial neste ano, depois de passar quatro anos na transmissão da Série A, a "segunda divisão" do Carnaval do Rio. Ele substituiu Luís Roberto, que fazia parceria com Fátima desde 2014. A troca, porém, foi sentida: a apresentadora do Encontro estava visivelmente mais à vontade no posto e conduziu as duas noites de festa praticamente sozinha.

Ao novato, coube pedir que os espectadores mandassem vídeos de celular ("na horizontal, para ficar mais bonito"), avisar ao público que todos os desfiles poderiam ser revistos na plataforma on-line Globo Play e repetir diversas vezes que não leva jeito para o samba _algo perceptível para quem acompanhou a transmissão. Ainda assim, ele se arriscou nos passos, apenas para comprovar que, de fato, o jeito passou longe.

Em um dos momentos constrangedores protagonizados pelo narrador, o comentarista Pretinho da Serrinha avisou que tinha uma missão para Escobar: "Preste muita atenção nesse violão de sete cordas do carro de som". Como as câmeras da Globo filmavam a modelo Dani Sperle em uma fantasia minúscula, o jornalista respondeu: "Agora eu estou um pouco distraído, talvez daqui a pouco".

Cunha, com a experiência de quem já trabalhou no Carnaval, tomou para si a função de explicar a relação das alas, das fantasias e dos carros alegóricos dentro do enredo proposto por cada escola. Tudo com sua voz rouca característica e bem à sua maneira, com as expressões "amado" e "amada" pontuando cada vez que se dirigia a Escobar e Fátima. Acabou "batendo bola" com a apresentadora para conduzir a transmissão durante horas.

Sob o olhar de Fátima Bernardes (à esq.), Alex Escobar arrisca passos de samba na Globo

O deslocamento de Escobar não se restringiu à dobradinha com Fátima: no desfile da Portela, um carro alegórico que representava o rompimento da barragem de Mariana, ocorrido em 2015, rendeu dois comentários opostos do narrador e de Cunha. O carnavalesco, admirado com a dramaticidade da encenação, elogiou: "Divino". Escobar emendou: "Uma tragédia". O espectador mais desatento não soube o que pensar da alegoria.

A falta de química não passou despercebida por internautas. Nas redes sociais, muitos criticaram a parceria. "Estou em dúvida se a Fátima quer atropelar o Escobar ou se ele a incomoda, porque na verdade os dois não se entendem", escreveu o dono perfil @elfoitrouxa no Twitter. "Gosto muito do Escobar (no esporte) e da Fátima (no Encontro), mas a narração e comentários dos desfiles poderiam ficar só com o Milton Cunha, né?", publicou André Patrício na mesma rede.

"Alex Escobar não abre a boca, a transmissão está toda nas costas da Fátima e do Milton. De quem foi a ideia de tirar o Luís Roberto?", questionou Lucas Maester. "Fátima e Escobar não rolam mais como dupla para o ano que vem, tá Globo?", resumiu o internauta Ique Muniz.

A carnavalesca Annik Salmon, da Tijuca, assiste a vídeo da queda de carro alegórico da escola

Globo bombardeada
Mas Escobar não foi o único criticado pela internet. A Globo foi bombardeada por sua transmissão, em especial durante o desfile da Unidos da Tijuca. Parte do segundo carro alegórico da escola desabou antes de entrar no sambódromo, machucando pessoas que estavam na alegoria.

Para conseguir informações sobre o acidente, os repórteres da emissora entraram na frente do Corpo de Bombeiros, bloquearam carregadores de maca, mostraram os feridos sendo retirados por ambulância e chegaram a perguntar para o presidente da Liesa (Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro) se "era coincidência" que o problema com o carro ocorrera no mesmo lugar que, no dia anterior, uma alegoria da Paraíso do Tuiuti tinha atropelado e ferido outras pessoas.

Na narração, Fátima, Escobar, Milton e Pretinho pareciam não se entender se era mais importante descobrir se as vítimas do acidente passavam bem ou se a escola poderia perder pontos em evolução e harmonia, já que o carro foi proibido de andar por bombeiros e acabou atrasando a agremiação.

No fim do desfile, quando os carnavalescos da escola (já visivelmente abalados) subiram no Estúdio Globeleza, foram obrigados a assistir a um vídeo feito na arquibancada que mostrava o carro desabando e as pessoas em desespero. A rainha de bateria Juliana Alves foi às lágrimas ao ver as cenas.

O nível da transmissão fez a Globo ser comparada com programas policiais como Cidade Alerta, da Record, e Brasil Urgente, da Band. "O sensacionalismo global supera o respeito e a condição emocional dos integrantes da Tijuca. Lamentável", criticou Evandro Santos no Twitter. "Pelo amor de Deus, jornalistas! Parem de fazer sensacionalismo atrapalhando o trabalho dos bombeiros, médicos e seguranças", pediu Karina Andrade.


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