Braços cruzados

Em greve, jornal da TV Brasil tem falhas e música para tapar buraco

Divulgação/TV Brasil

Guilherme Menezes e Katiuscia Neri, apresentadores do Repórter Brasil, principal telejornal da TV Brasil - Divulgação/TV Brasil

Guilherme Menezes e Katiuscia Neri, apresentadores do Repórter Brasil, principal telejornal da TV Brasil

GILVAN MARQUES - Publicado em 08/11/2013, às 12h02 - Atualizado às 18h35

[Texto publicado originalmente em 08/11/2013, às 12h02]

Cerca de 30% dos 2.000 funcionários da TV Brasil estão em greve desde ontem (7), calculam os sindicatos dos jornalistas e radialistas do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Em assembleia no início da tarde de hoje (8), os trabalhadores decidiram manter a paralisação pelo menos até segunda-feira (11).

Para se manter no ar, a TV pública federal, subordinada diretamente à Presidência da República, está buscando reforço de funcionários terceirizados e de parceiros prestadores de serviços. 

A falta de pessoal no departamento de Jornalismo, em que houve maior adesão à paralisação, fez com que a versão noturna do Repórter Brasil de quinta-feira ficasse sem reportagens feitas nas ruas depois das 16h, horário de início da greve. Para tapar "buracos", os editores do telejornal tiveram que apelar uma um videotape com três minutos de música. Houve muitas falhas de áudio também. Em São Paulo, a redação está com apenas um profissional trabalhando. 

De acordo com os sindicatos, cerca de 600 profissionais estão parados. Desses, 400 são de Brasília, 120 do Rio de Janeiro e 80 de São Paulo. São Luís, no Maranhão, também entrou na greve.

A greve também atingem a Rádio MEC e a Agência Brasil, que, com a TV Brasil, integram a EBC (Empresa Brasil de Comunicação). Os grevistas reivindicam reajuste salarial de 5,86% (o equivalente ao IPCA, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) mais R$ 400 de aumento linear para todos os funcionários. Pedem também 12% de reajuste no auxílio-alimentação, criação do auxílio-educação para funcionários que têm filhos de até 17 anos e adicional no salário para quem tem graduação e pós-graduação. A empresa ofereceu 0,5% de reajuste.

Funcionários reclamam ainda que foram impedidos de utilizar as instalações da EBC para a realização da assembleia. Em nota, a empresa se defende: "A EBC limitou o acesso às suas instalações de atividade grevista que resulte em desrespeito àqueles que compareceram ao trabalho, impedindo que ocorram constrangimentos aos que estiverem exercendo suas atividades. De acordo com a lei, durante uma greve o contrato de trabalho entre a empresa e o empregado fica suspenso", alega.

A emissora diz também que durante o Repórter Brasil foram exibidos sete VTs de rua, produzidos por jornalistas de Brasília, Rio, São Paulo e Minas (Rede Minas). 

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