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EXCLUSIVA

'É desgastante ser mulher no mercado de trabalho', desabafa a jornalista Cris Dias

REPRODUÇÃO/INSTAGRAM

Cris Dias olha por cima do ombro discretamente para a câmera

Cris Dias: jornalista do ramo esportivo foi contratada pelo Paramount+ e trabalha na internet

IVES FERRO

ives@noticiasdatv.com

Publicado em 5/4/2025 - 6h10

Nova contratada do Paramount+, Cris Dias encara diariamente os desafios enfrentados por mulheres no Jornalismo Esportivo. A jornalista faz parte da equipe de transmissão dos jogos da Conmebol Libertadores e da Sul-Americana na plataforma de streaming, ao lado de nomes como Nivaldo Prieto, Paulo Vinícius Coelho (PVC) e Alê Xavier.

Com mais de duas décadas de experiência, ela fala sobre o machismo estrutural presente no mercado e reflete sobre sua trajetória. "Temos que estar sempre vigilantes. Já vem de uma estrutura patriarcal toda essa questão do machismo, e sendo estrutural ela permeia todas as áreas e segmentos da sociedade. No Jornalismo Esportivo não é diferente", afirma ela em entrevista ao Notícias da TV.

"No início, quando eu entrei, tinha pouquíssimas mulheres na reportagem, na apresentação... Mas a gente não percebia. Ganhamos menos, trabalhamos mais, é sempre muito desgastante ser mulher no mercado de trabalho. Só que eu não percebia. Com 20 anos eu não percebia, e agora, com quase 45 anos, eu vejo", completa.

Cris destaca a importância da representatividade feminina no universo esportivo. "Mulher quer ver mulher jogar futebol, quer ver mulher falando. Quero bater bola com os meninos também, eu quero vê-los falar. Mas a questão é a mulher se ver no universo esportivo, no qual ela quiser pertencer", pontua.

"É uma luta que não acabou e não vai acabar, porque historicamente começamos tudo muito tarde. Evoluímos rápido, e é um orgulho que eu sinto em ver que hoje as mulheres estão espalhadas em grande quantidade na minha área do Jornalismo Esportivo", acrescenta.

Para a jornalista, a competitividade entre mulheres, muitas vezes estimulada no início da carreira, tem dado espaço à sororidade e ao apoio mútuo. "Não tem isso de competição, que antes acirravam. Uma ajuda a outra mesmo. Eu amo trabalhar com mulheres e quero cada vez mais", destaca ela, que já passou por emissoras como Globo, CNN Brasil, Band e também integrou a CazéTV durante a Copa do Mundo.

Transição de carreira

Cris passou 15 anos na televisão aberta e afirma que a transição para o cenário digital foi desafiadora, mas trouxe novas possibilidades: "Depois do susto inicial de ter ficado 15 anos no linear, eu me entendi como marca e vi o leque infinito de possibilidades. Isso vem muito ao encontro da minha essência. Eu escolhi ser jornalista justamente pela falta de rotina que acreditei que teria, de sempre estar fazendo e contando histórias diferentes".

Quando eu saí da Globo, com quatro meses de antecedência eu já sabia que meu contrato não seria renovado, mas aí tinha um cenário digital. Eu pensei que eu teria que estudar tudo de novo... Porque o digital é um corpo de trabalho totalmente novo. Quando eu entrei na TV, não existia isso.

Agora no Paramount+, Cris Dias se prepara para apresentar as transmissões ao vivo das principais competições sul-americanas de clubes. A plataforma transmitirá mais de 140 jogos da Libertadores e da Sul-Americana em 2025, consolidando-se como uma das principais casas do futebol internacional no streaming.


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