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Canal mais caro da TV dos EUA, ESPN demite cem jornalistas para evitar rombo

Reprodução/ESPN

O veterano repórter Ed Werder, especializado em NFL, foi demitido da ESPN nesta quarta (26) - Reprodução/ESPN

O veterano repórter Ed Werder, especializado em NFL, foi demitido da ESPN nesta quarta (26)

JOÃO DA PAZ

Publicado em 26/4/2017 - 16h31

Autointitulada líder mundial de esportes e canal pago mais caro da TV norte-americana, a ESPN dos Estados Unidos demitiu cem jornalistas nesta quarta-feira (26). A empresa do grupo Disney está cortando gastos porque vem perdendo assinantes e projeta prejuízos milionários a partir de 2019, quando terá que desembolsar US$ 8 bilhões (R$ 25 bilhões) em direitos de transmissão de eventos esportivos.

Desde 2011, o canal vem perdendo em média 2 milhões de assinantes por ano. Se essa tendência não se inverter, o que é muito improvável, fechará no vermelho daqui a dois anos.

O desempenho da ESPN vem afetando a Disney como um todo. Segundo a revista Bloomberg, as ações da empresa caíram 7% desde agosto de 2015, mesmo com o lançamento de megaproduções, como o novo filme da franquia Star Wars. Especialistas têm sugerido que a Disney venda o canal de esportes para se livrar de uma bomba prestes a explodir.

A ESPN também vem perdendo receitas publicitárias. Relatório da Disney informa que a venda de propaganda no canal caiu 7% no último trimestre de 2016. A audiência dos programas jornalísticos e de debates foi 16% menor no primeiro trimestre deste ano.

Para se manter forte, o canal vem apostando em eventos ao vivo, que não perderam público. Nessa estratégia, fechou no ano passado um acordo sem precedentes com a NBA, a liga de basquete dos Estados Unidos: desembolsará US$ 1,4 bilhão (R$ 4,5 bilhões) por ano, até 2025, para dividir as transmissões com a TNT. Também se comprometeu a pagar US$ 1,9 bilhão (R$ 6 bilhões) à NFL, a liga de futebol americano, até 2021.

Para fechar a conta, a ESPN terá de manter o número de assinantes na casa dos 80 milhões (atualmente, são 88 milhões) e conseguir arrecadar US$ 3 bilhões (R$ 9,57 bilhões) anuais com anunciantes.

Tudo isso para não aumentar o custo para o cliente. A ESPN é o canal mais caro da TV paga dos EUA. Custa às operadoras US$ 7,86 (R$ 25) por mês. Se perder propagandas e assinantes, o valor terá que subir para US$ 8,50 (R$ 27) daqui a dois anos.

Em dez anos, o valor mensal da ESPN subiu 120%. Em uma época na qual as pessoas estão cortando o cabo, elevar mais uma vez o preço seria uma tática suicida.

Nos últimos dois anos, a ESPN fez vários cortes, mas nenhum jornalista que aparece no ar tinha sido atingido. Hoje, no entanto, foram demitidos vários rostos conhecidos do público norte americano, como o repórter Ed Werder, especializado em NFL, e Jay Crawford, um dos âncoras do SportsCenter. Eles usaram o Twitter para informar ao público.

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