Polêmica nos EUA

Ator gay de Big Bang defende apresentador acusado de homofobia

Reprodução/CBS

O ator Jim Parsons (à esq.) com Stephen Colbert em edição do talk show exibido ontem (3) - Reprodução/CBS

O ator Jim Parsons (à esq.) com Stephen Colbert em edição do talk show exibido ontem (3)

REDAÇÃO - Publicado em 04/05/2017, às 13h34

Protagonista da série The Big Bang Theory, o ator Jim Parsons saiu em defesa do apresentador de talk show Stephen Colbert, acusado de homofobia. Parsons, homossexual assumido, não se sentiu ofendido pelo comentário que Colbert fez em seu programa na última segunda (1º), de que "a única coisa útil que a boca de [Donald] Trump faz é segurar o pênis de Vladimir Putin [presidente da Rússia]".

"Eu achei muito estranho terem colocado o rótulo [de homofóbico] no seu monólogo", disse Parsons ao próprio Colbert, espontaneamente, em entrevista exibida nos Estados Unidos nesta quarta-feira (3).

"Aquilo não foi homofóbico, você me ensinou novos termos", continuou o ator, arrancando risos da plateia. Ele se referia ao termo usado por Colbert, "cock holster", que numa tradução rasa poderia ser "segurador de pênis" ou "suporte para pênis".

"Como um homem gay, eu não conhecia [a expressão] que você usou. Eu achei erótico, não homofóbico", encerrou Parsons.

Cronologia da polêmica
Colbert, que conquistou a liderança de audiência entre os talk shows norte-americanos justamente por criticar o governo de Trump, enfrentou um ataque online após o programa de segunda-feira. Internautas criaram uma campanha pedindo a demissão do apresentador e incentivando pessoas a boicotarem os anunciantes do talk show da rede CBS.

Na edição da quarta, Colbert dedicou parte do seu monólogo para contra-atacar. Ele, em um primeiro instante, disse que não se arrepende do que disse. Mas depois voltou atrás ao falar que o linguajar usado foi mais cruel do que necessário.

A fúria de Colbert veio após Donald Trump desmerecer um colega de emissora, o jornalista John Dickerson, que entrevistou o presidente norte-americano no programa Face the Nation, no domingo (30). O político acusou Dickerson de se envolver na proliferação de notícias falsas e ironizou o nome da atração, dizendo que a chama de Deface the Nation (algo como Desfigurar a Nação).

Além disso, Trump abruptamente deu a entrevista por encerrada ao ser questionado sobre a sua alegação de que o antecessor Barack Obama teria instalado um grampo telefônico em escritórios do empresário em Nova York durante a campanha eleitoral do ano passado.

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