ESTREIA NESTA SEXTA

Adultério, inveja e intrigas: The Crown volta mais novelão na segunda temporada

Fotos: Divulgação/Netflix

Elizabeth (Claire Foy) 'promove' Philip (Matt Smith) a príncipe para estimular ego do marido - Fotos: Divulgação/Netflix

Elizabeth (Claire Foy) 'promove' Philip (Matt Smith) a príncipe para estimular ego do marido

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 08/12/2017, às 05h16

Única produção da Netflix a levar o Globo de Ouro de melhor série, The Crown retorna nesta sexta-feira (8) com uma segunda temporada visualmente impecável, mas com temas que parecem saídos de um folhetim. Há suspeita de adultério, inveja entre irmãs e intrigas políticas de fazer inveja a House of Cards. A vida dentro dos corredores do palácio de Buckingham rende material para um novelão de tirar o fôlego.

A temporada se passa entre 1957 e 1963 e tem como foco principal uma crise no casamento da rainha Elizabeth (Claire Foy) e do príncipe Philip (Matt Smith).

Frustrado por ter que se submeter aos desejos e vontades da mulher, Philip se sente diminuído e acaba escalado para uma longa viagem pelos países da Comunidade das Nações. Afastado da rainha, é insinuado que o príncipe se envolve com outras mulheres, e Elizabeth o confronta sobre possíveis casos.

O roteiro de Peter Morgan (indicado ao Oscar por A Rainha) constrói situações comuns para pessoas extraordinárias. O adultério vira uma pedra que ameaça o matrimônio, mas tanto Elizabeth quanto Philip sabem que, pelas posições que ocupam, o divórcio jamais será uma opção para eles. Assim, tentam manter as aparências em frente às câmeras enquanto se atacam porta adentro.

Não é a única relação da rainha à beira do colapso: sua irmã, Margareth (Vanessa Kirby), ainda não a perdoou por impedir que ela se casasse com um homem divorciado.

Mimada, rebelde e louca para ser o centro das atenções, a irmã que sabe que jamais chegará ao trono faz de tudo para atormentar Elizabeth. É uma relação curiosa: Margareth inveja a posição da rainha, enquanto a tímida e insossa Elizabeth cobiça o manejo social da irmã.

Na segunda temporada, Margareth inicia um affair ainda mais controverso: com um homem bissexual, boêmio e adepto de relacionamentos abertos, o fotógrafo Anthony Armstrong-Jones (Matthew Goode).

Elizabeth acredita que a união pode repercutir mal na imprensa, mas sabe que barrar outro namoro da irmã destruiria de vez a família. Mais uma vez, a posição que a realeza ocupa transforma algo banal em uma crise de grandes proporções.

Margareth (Vanessa Kirby) se envolve com o fotógrafo bissexual Anthony (Matthew Goode)

Com o afastamento do primeiro-ministro Winston Churchill (John Lithgow, que faz falta na série), Elizabeth precisa lidar com seus dois sucessores: Anthony Eden (Jeremy Northam) e Harold Macmillan (Anton Lesser), figuras bem menos marcantes ou calorosas na vida da rainha.

Os dois são responsáveis, no entanto, por conflitos internacionais que ameaçam a supremacia britânica na geopolítica mundial _e forçam Elizabeth a sair de cima do muro em que foi colocada com sua coroação e agir pela primeira vez para garantir a integridade da Comunidade das Nações.

Paralelos com a coroa atual
É no mínimo curioso assistir a The Crown e observar o quanto a família real evoluiu em seis décadas. Margareth foi proibida de se casar com um homem porque ele era divorciado, e o rei Edward 8º foi obrigado a abdicar do trono para viver com a americana divorciada Wallis Simpson; agora, o príncipe Harry conta com apoio popular em seu noivado com a atriz Meghan Markle, também divorciada.

Na segunda temporada, outra situação que não acontece mais hoje em dia: um noivado é adiado por causa da gravidez da rainha. Segundo a tradição da Coroa, um anúncio não poderia atropelar o outro. Neste ano, o noivado de Harry foi comunicado revelado pouco depois da revelação de que Kate Middleton está grávida pela terceira vez.

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