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Crítica + Audiência

Em Família termina irrelevante, com tédio e pior ibope da história

Reprodução/TV Globo

Vivianne Pasmanter em cena do último capítulo de Em Família, novela das 21h da Globo - Reprodução/TV Globo

Vivianne Pasmanter em cena do último capítulo de Em Família, novela das 21h da Globo

RAPHAEL SCIRE

Publicado em 18/7/2014 - 22h45
Atualizado em 18/7/2014 - 23h22

Não se podia esperar nada muito empolgante do último capítulo de uma novela marcada pela falta de relevância. Ao longo de seis meses, Em Família não deslanchou e foram raros os momentos que despertaram algum interesse no telespectador. No máximo, o que provocou foi bocejos em quem estava diante da televisão.

O derradeiro capítulo foi, assim, a síntese da novela: um tédio sem acontecimentos nem grandes revelações. A deixa de que não teríamos nada novo  já tinha sido dada no penúltimo capítulo, quando André (Bruno Gissoni) terminava montando um quebra-cabeça para descobrir sua mãe biológica e o autor gastou um bloco inteiro para revelar que era a perua Branca (Angela Vieira). Nada, porém, que a imprensa já não tivesse noticiado à exaustão.

E o que dizer das circunstâncias da morte de Gorete (Carol Macedo), logo no início da terceira fase? Não foram explicadas e o público ficou sem saber se Juliana (Vanessa Gerbelli) a matou ou não. Manoel Carlos instalou a dúvida e não explicou. Se Juliana não tinha nada a ver com a morte da empregada, por que ficava tão mexida quando o médico que testemunhara os últimos momentos da garota a cercava? Palhaçada.

Até mesmo os diálogos, tão bem elaborados pelo autor, parecem ter perdido o prumo. A cena de Juliana com Iolanda (Magdale Alves) foi de uma trivialidade sem fim, completamente inapropriada para um último capítulo. 

Teve também o clichê do casamento _ainda que desta vez a felicidade dos noivos tenha dado lugar à tragédia. A cena que poderia ser a mais impactante da noite, a morte de Laerte (Gabriel Braga Nunes), foi muito mal dirigida. Do alto, vimos o morto caído e o desespero da noiva foi abafado pelo som dos trovões. Só no bloco seguinte ela teve continuidade.  

Na contramão de todos, Vivianne Pasmanter foi a única que roubou a cena, tanto quando Shirley se jogou no chão, sozinha, tendo por companhia sua cobra Serafina, quanto quando chegou de luto na igreja. É de se lamentar que a personagem tenha passado a novela inteira implorando pelo amor de Laerte. Merecia um final um pouco mais alegre, até mesmo em retribuição pelas sacadas irônicas que teve durante meses de marasmo. 

E como desgraça pouca é bobagem, a tosqueira da Fênix animada ainda teve tempo de voltar. Sem exagero nenhum, o melhor momento do último capítulo de Em Família foi o intervalo, quando Paulo Betti, na chamada de elenco de Império, manda um beijinho no ombro. Certamente foi pra novela que se encerrou.

Audiência

Em Família terminou com a pior audiência de uma final de novela da Globo em todos os tempos: 34,8 pontos, segundo dados preliminares do Ibope na Grande São Paulo. Ficou atrás da antecesora Amor à Vida (48) e Salve Jorge (46), dona do recorde negativo anterior. No confronto, o SBT marcou 5,3 e a Record, 3,8.


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