BOAS ENERGIAS
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Sergio Guizé interpreta Candinho em Êta Mundo Melhor!; após nove anos, ator retoma o personagem
Aos 45 anos, Sergio Guizé retorna a um dos papéis mais marcantes de sua carreira: o ingênuo e otimista Candinho. Protagonista de Êta Mundo Melhor!, novela que estreia no próximo dia 30 na Globo, o ator revela um detalhe curioso de sua preparação antes das gravações. Ele faz uma conexão espiritual com o personagem para captar a essência dele e manter o alto-astral.
"Eu acordo, faço uma meditação, às vezes acendo uma vela, brinco com meus cachorros com amor no coração. Eu acho que a partir da hora que eu saio de casa, ele [Candinho] já está vivo. Não tem como pegar a bola meio para baixo, tem que manter a energia lá em cima", explica.
Guizé conta que o reencontro com Candinho foi fácil por causa da pesquisa que já havia feito na época de Êta Mundo Bom!, em 2016 --a nova novela dá continuidade à saga do caipira, que antes procurava a mãe e, agora, vai procurar o filho.
Na época, ele mergulhou nas obras de Amácio Mazzaropi (1912-1981) e Charlie Chaplin (1889-1977). O intérprete revela que também se inspira na avó materna, Maria Correia, que tinha o mesmo vocabulário simples e cheio de sabedoria popular do personagem.
"Ela falava exatamente como o Candinho. Era uma mulher analfabeta, criada na roça do Paraná, que fugiu para Santo André [na Grande São Paulo]. Muito engraçada, falava lasqueira", recorda-se.
Sergio Guizé entrega que foi convidado para a nova fase da novela há mais de um ano e que encara essa retomada como uma nova jornada, com Candinho mais maduro, assim como ele próprio.


Sergio Guizé com a jumenta Juliana, que faz o burro Policarpo (Fabio Rocha/TV Globo)
"Eu sinto que sou uma pessoa mais feliz nove anos depois. Mais preparada para viver os desafios da nova trama. Aproveito realmente cada momento. Quando eu perco o foco, me lembro da verdade e da alegria de estar ali", resume.
Segundo o ator, a proposta agora é diferente, mais acelerada, e dialoga diretamente com o público atual. Guizé também reflete sobre o impacto social do novo folhetim no horário das seis:
"Tem lugar nesse país que ainda não tem nem saneamento básico, mas tem televisão. A novela leva informação. Vai falar dos anos 1950, da passagem do rádio para TV, do preto e branco para o colorido."
Uma das relações mais afetivas de Candinho sempre foi com seu companheiro inseparável, o burro Policarpo. Na nova fase, Guizé atua ao lado da jumenta Juliana.
Na primeira versão era o Juca. Eu lembro que no último dia de gravação, do casamento com a Filomena [Debora Nascimento], abracei esse burro e chorei, porque sabia que não ia encontrar mais com ele. Agora, estou completamente apaixonado pela Juliana. Ela reconhece minha voz, é muito doce.
Guizé revela ainda que utiliza o animal para criar momentos cômicos em cena: "Uso ela para fazer muitas piadas. Às vezes, quando o personagem vai falar algo, eu digo: 'Não fala isso dela, não, rapaz!'. E a equipe toda, que é muito experiente, fica encantada, ri e se emociona".
Guizé diz que encara cada novo trabalho como um período de aprendizado. "Estou aqui, mais uma vez, voltando a fazer um outro semestre de faculdade. O mais bacana de fazer novela é o encontro com atores e atrizes de várias gerações. É uma grande escola", declara.
Ao se lembrar de Jorge Fernando (1955-2019), diretor da primeira fase do folhetim, ele se emociona. "Eu nem gosto de falar muito, fico emocionado. O Jorginho foi um grande cara para a gente, para novela, para mim como ator e como pessoa."
Sergio Guizé termina a entrevista reforçando a leveza que carrega consigo para dar vida novamente a Candinho. Um personagem que é mais do que ficção, é puro afeto e verdade compartilhada com o público. "'Tudo que acontece de ruim na vida é para melhorar'. Essa frase do Voltaire [1694-1778] faz ainda mais sentido hoje. Candinho é esse respiro."
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