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MEMÓRIA DA TV

Em 2000, crianças foram barradas de Laços de Família após trauma psicológico

Divulgação/TV Globo

O ator Zé Victor Castiel abraça Carla Diaz em foto de divulgação de Laços de Família

Zé Victor Castiel (Viriato) e Carla Diaz (Rachel) em cena de Laços de Família: crianças barradas

THELL DE CASTRO

Publicado em 4/10/2020 - 7h00

Quando Laços de Família (2000) entrou no ar, há duas décadas, também iniciou sua trajetória a portaria 796, que determina a classificação indicativa dos programas de televisão. Com base na legislação, um juiz proibiu a presença de menores de 18 anos na novela e, com exceção de uma personagem, todos sumiram da trama de Manoel Carlos durante algum tempo.

Durante as gravações da produção, a mídia noticiou que Larissa Honorato, que vivia Nina, filha de Clara (Regiane Alves) e Fred (Luigi Baricelli), tinha sido substituída por Júlia Magessi após sofrer um trauma psicológico numa cena de intensa discussão entre os seus pais da ficção.

O fato foi o estopim para o juiz Siro Darlan, da 1ª Vara de Infância e Juventude do Rio de Janeiro, entender que o ambiente da novela era nocivo para crianças e adolescentes, principalmente por conta das cenas de violência e sexo presentes na história.

Além de Larissa e Júlia, estavam no elenco de Laços de Família Carla Diaz, que fazia a Rachel, filha de Ivete (Soraya Ravenle) e Viriato (Zé Victor Castiel), os gêmeos Natan e Andrey Linhares, que interpretaram Bruninho, bebê de Capitu (Giovanna Antonelli), e Samuel Filho, o Tide, filho de Laerte (Luciano Quirino).

Em sua ação, Darlan determinou que a novela só poderia ser exibida após às 21h e que nenhum menor de 18 anos poderia participar das cenas.

O processo citava ainda uma eventual prisão do diretor Ricardo Waddington e do produtor Ruy Mattos, além de multas diárias de R$ 70 mil, valendo a partir de 28 de outubro de 2000.

A Globo recorreu e, enquanto a ação rolava, a única menor de idade que seguiu na produção foi Júlia Almeida, que vivia Estela, irmã de Edu (Reynaldo Gianecchini). Ela conseguiu permanecer em virtude de uma liminar obtida por seu pai, justamente Maneco, autor da novela.

Carla Diaz, que tinha feito sucesso em Chiquititas (1997), no SBT, recusou um salário de R$ 20 mil do canal de Silvio Santos para assinar com a Globo e participar de Laços de Família.

Acidente de percurso

"Considerei um acidente de percurso, mas protestei publicamente, inclusive com um depoimento que dei ao Jornal Nacional no primeiro dia da proibição. Não lembro quanto tempo durou essa medida restritiva, mas minha filha logo fez 18 anos e voltou ao trabalho", comentou Manoel Carlos ao livro Novela, a Obra Aberta e Seus Problemas, de Fábio Costa.

O veto durou três semanas, fazendo as crianças simplesmente sumirem da trama. Para retomar a presença dos menores, a emissora fez um acordo e, atendendo aos critérios e determinações da justiça, os artistas mirins voltaram ao estúdio. Um dos ajustes foi substituir Lilian Mattos, que vivia Helena em cenas de flashback na trama, por Andressa Koetz.

A exibição original da novela permaneceu normalmente até 2001, mas, em 2005, o mesmo Darlan tentou impedir a reprise da trama no Vale a Pena Ver de Novo, desta vez sem sucesso.

Até o momento, em 2020, não existe qualquer problema de Laços de Família com a Justiça, e as crianças aparecem normalmente na trama.


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