Veneno, injeção e escada

De Nazaré a Sophia Mãos de Tesoura: as armas das serial killers das novelas

Divulgação/TV Globo

Sophia (Marieta Severo) mata prostituta a tesouradas em cena de O Outro Lado do Paraíso - Divulgação/TV Globo

Sophia (Marieta Severo) mata prostituta a tesouradas em cena de O Outro Lado do Paraíso

REDAÇÃO - Publicado em 13/02/2018, às 06h01

A grande vilã de O Outro Lado do Paraíso ganhou um apelido: a personagem de Marieta Severo virou Sophia Mãos de Tesoura, por assassinar suas vítimas com uma tesoura que leva casualmente na bolsa. Ela já matou dois com essa arma despretensiosa. No próximo dia 26, cortará do elenco da novela das nove o ator Cesar Ferrario, o capanga Rato.

Antes de Sophia, outras megeras do horário nobre também se tornaram serial killers com técnicas e artimanhas, digamos, diferenciadas.

Recentemente, Aguinaldo Silva até chegou a sugerir, com uma foto em seu Instagram, que Sophia seria inspirada em Nazaré (Renata Sorrah), de Senhora do Destino (2004). A antagonista de Maria do Carmo (Susana Vieira) chegou a usar tesoura, mas ficou marcada mesmo por outra tática. Ela empurrava as vítimas da escada de sua casa e fazia os assassinatos parecerem acidentes.

A terrível Adma (Cássia Kis Magro), de Porto dos Milagres (2001), era ainda mais ardilosa. Andava com um anel que tinha um compartimento secreto em que guardava veneno. Se alguém atrapalhava seus planos, ela só jogava um pouco do pó na bebida e "eliminava" a pessoa.

Confira as artimanhas de vilãs serial killers das novelas:

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Nazaré (Renata Sorrah) usava a escada de seu casarão para mandar inimigos para o Além 

Nazaré e a escada
Logo no início de Senhora do Destino, Nazaré Tedesco mostrou que não estava para brincadeira: após o marido descobrir que ela havia roubado Isabel (Carolina Dieckmann) ainda bebê de outra mulher, aproveitou a fragilidade dele para empurrá-lo da escada e matá-lo.

A megera viu que o plano funcionou e logo providenciou uma briga feia com Djenane (Elizangela), que também sabia demais sobre seu passado. A antiga "amiga" também morreu ao rolar pelos degraus.

A técnica da escada só não deu certo com Maria Claudia (Leandra Leal), enteada da megera. Nazaré até comemorou a morte dela, mas a jovem estava só desacordada.

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Inspirada pela vilã de Senhora do Destino, Tereza Cristina também usava escada como arma

Tereza Cristina, discípula de Nazaré
Sete anos depois de Senhora do Destino, Aguinaldo Silva repetiu a trama da vilã e sua escada em outra novela. Em Fina Estampa (2011), Tereza Cristina (Christiane Torloni) também teve a ideia de empurrar seus inimigos da escada de sua casa.

Foi assim que eliminou um mafioso que ameaçava expor os crimes e falcatruas que ela havia cometido. Ao ver o homem estirado no chão, comentou: "Obrigada, Nazaré Tedesco". Depois, a dondoca contou com a ajuda do mordomo Crô (Marcelo Serrado) para se livrar do corpo.

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Lívia Marine (Claudia Raia) levava sempre uma injeção letal na bolsa, para emergências

Lívia e as injeções
Assim como Sophia, Lívia (Claudia Raia) de Salve Jorge (2012) carregava uma arma em sua bolsa. Quando se sentia acuada ou ameaçada, ela sacava sua seringa e injetava veneno direto na jugular da pessoa. Foi assim que matou Jéssica (Carolina Dieckmann) e Rachel (Ana Beatriz Nogueira), que descobriram que ela era a chefe da quadrilha de tráfico de mulheres para a Turquia.

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Adma (Cássia Kis Magro) matou muita gente com o veneno que guardava em seu anel

Adma e o anel venenoso
Convencida de que seu marido, Félix (Antonio Fagundes), o prefeito da cidade, era um rei, Adma (Cassia Kis Magro) matava todos que o ameaçavam. Ela tinha uma tática infalível: servia bebidas (sucos, chás, cafés) e colocava no copo um pó venenoso que guardava dentro de uma pedra de brilhante falsa em seu anel. As vítimas morriam na hora.

Os primeiros alvos foram Bartolomeu (Antonio Fagundes), irmão gêmeo de seu marido, e uma prostituta com quem ele havia tido um filho. Duas cafetinas que sabiam da história também foram assassinadas. A vice-prefeita Epifânia (Claudia Alencar), que tinha visão política divergente de Félix, morreu da mesma forma.

Em um momento de desespero, Adma tentou envenenar a governanta Ondina (Nathalia Timberg), que já havia entendido todas as tramoias da patroa. No entanto, forças sobrenaturais ajudaram Ondina, que sobreviveu e revelou a todos os crimes de Adma. A vilã então tentou matar seu fiel escudeiro, Eriberto (José de Abreu), mas ele trocou as bebidas. Na reta final da novela, Adma morreu com o próprio veneno.

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Flora (Patricia Pillar) matou três vítimas a tiros e mais duas de outras táticas improvisadas

Flora, com táticas variadas
No início de A Favorita (2008), Flora (Patricia Pillar) deixou muita gente confusa sobre sua índole, mas aos poucos foi revelando ser a assassina cruel que Donatela (Claudia Raia) sempre afirmou que ela era. A vilã matou a tiros dois amantes: Marcelo Fontini (Flávio Tolezani), crime pelo qual passou anos na cadeia, e Dodi (Murilo Benício), que virou seu fiel escudeiro após a prisão. Também atirou no doutor Salvatore (Walmor Chagas), testemunha que poderia depor contra ela.

Mas a megera não ficou só no revólver. Ela matou mais dois personagens de outras maneiras. Ao ver que a jornalista Maíra (Juliana Paes) poderia ter provas de seus crimes, Flora tentou atropelá-la, mas a moça sobreviveu. A vilã, então, terminou o serviço no hospital, desligando todos os aparelhos que mantinham a rival viva.

Ela também se livrou cruelmente de Gonçalo (Mauro Mendonça), pai de Marcelo. Trocou os remédios dele e provocou um ataque do coração no avô de sua filha. 

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