THE TRAITORS
REPRODUÇÃO/INSTAGRAM
Tadeu Schmidt e Aline Patriarca no Instagram; BBB precisa repensar elenco após eliminação da sister
A eliminação de Aline Patriarca do BBB 25 na terça-feira (25) precisa servir de alerta à Globo na questão da representatividade do programa. E um exemplo pode vir do exterior: a segunda temporada da versão norte-americana do reality The Traitors enfrentou um problema similar. No entanto, o terceiro ano apresentou uma solução simples e eficaz.
Em The Traitors 2, a drag queen Peppermint foi a primeira participante eliminada do programa, disponível no Brasil na plataforma Universal+. Ela era uma das poucas representantes da comunidade LGBTQIA+. Sua saída precoce levantou questionamentos sobre preconceito e falta de diversidade no reality.
O apresentador do jogo, Alan Cumming, que é bissexual e ativista LGBTQIA+, comentou o caso em entrevista à Entertainment Weekly:
A eliminação de Peppermint não foi uma boa imagem [para The Traitors] no mundo em que vivemos: a primeira pessoa a sair foi uma mulher trans negra e uma das únicas participantes queer em todo o programa.
Como produtor executivo, Cumming se empenhou para tornar o elenco mais inclusivo. A terceira temporada --que chega ao Universal+ nesta quinta (27)-- é resultado dessa mudança, com Bob the Drag Queen, Carolyn Wiger, Chrishell Stause, Gabby Windey e Lord Ivar Mountbatten representando a comunidade LGBTQIA+ no programa.
A eliminação de Aline traz a mesma questão à tona no BBB 25. Com 12 participantes restantes, a representatividade está cada vez menor. E as escolhas feitas pela emissora influenciam diretamente a votação do público -- o que deveria acender um alerta vermelho para o futuro do reality.
Em uma edição considerada pacata, a ex-policial militar proporcionou alguns dos momentos mais interessantes e espontâneos do programa. Sua eliminação não faz sentido dentro do contexto atual do BBB 25, especialmente por bater de frente com as plantas Maike Cruz e Diego Hypolito no paredão.
A torcida dos aliados Renata Saldanha, Eva Pacheco, Vilma Nascimento, João Pedro e João Gabriel Siqueira votou em peso para a permanência do representante comercial. O décimo paredão do BBB 25 teve mais de 200 milhões de votos --o recorde da temporada.
Aline recebeu 45,10% dos votos únicos para sair, que valida um por CPF, enquanto o brother obteve 53,32%. O representante comercial estaria eliminado se apenas essa modalidade fosse válida, mas a reviravolta aconteceu na outra votação.
Diferentemente do voto único por CPF, o voto da torcida é aquele em que o público está acostumado: você vota quantas vezes quiser. É aí que entram os mutirões feitos pelas torcidas dos participantes. Na categoria da torcida, Aline teve 58,36% dos votos, e Maike Cruz recebeu 41,36%.
O "desempate" aconteceu na soma e divisão dos valores, que gerou a média usada pela Globo para determinar quem sai e quem fica do BBB 25. Na média final, a policial militar ficou com 51,73% dos votos para sair, e seu adversário, com 47,34%.
Caso a Globo queira evitar esse tipo de situação no futuro, será necessário um processo de seleção mais atento e inclusivo. Um BBB com mais diversidade influencia positivamente em todos os aspectos -- desde a audiência até as dinâmicas de afinidade dentro da casa. A emissora precisa dar o primeiro passo na próxima edição, ou continuará enfrentando os mesmos problemas.
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