DE BLACKFACE A MICHEL TELÓ

Não é só Tiago Abravanel: Show dos Famosos gringo também tem bizarrices

Reprodução/TV Globo

Tiago Abravanel causou pavor com sua imitação de Rosanah Fiengo no último domingo (13) - Reprodução/TV Globo

Tiago Abravanel causou pavor com sua imitação de Rosanah Fiengo no último domingo (13)

LUCIANO GUARALDO - Publicado em 18/05/2018, às 17h50

A apresentação de Tiago Abravanel no Show dos Famosos do último domingo (13) foi assustadora, mas ver o neto de Silvio Santos como Rosanah Fiengo não é a maior bizarrice já promovida pelo formato. Produzido em mais de 40 países, o Your Face Sounds Familiar já teve uma versão estrangeira de Michel Teló e até gerou polêmica pelo uso de blackface.

O programa tira os participantes da zona de conforto e promove situações nada convencionais, como colocar um roqueiro que fez sucesso na década de 1980 vestido como a cantora pop Lady Gaga.

Também já transformou um ator polonês em Meryl Streep, cantando (mal) ópera, como no filme Florence: Quem É Essa Mulher?. A performance, desafinada, era proposital, já que Florence era conhecida como a "diva do grito".

A versão do SBT para o Your Face Sounds Familiar, o Esse Artista Sou Eu, também rendeu algumas situações bizarras em 2014. A cantora Li Martins, antes de resgatar sua carreira como integrante do grupo Rouge, virou uma mulher barbada na TV.

Confira cinco performances bizarras das versões gringas do Show dos Famosos que deixarão Tiago Abravanel se sentindo "como uma deusa" por comparação: 

reprodução/abc

Sebastian Bach na época do Skid Row e como a cantora Lady Gaga: roqueiro com coreografia

Lady Gaga do metal
O músico Sebastian Bach ficou conhecido na década de 1980 como vocalista da banda de heavy metal Skid Row. Mas mostrou um lado bem mais pop ao participar da versão norte-americana do Show dos Famosos, o Sing Your Face Off: ele vestiu as roupas bizarras de Lady Gaga e até fez a dancinha da música Bad Romance. 

reprodução/tvi

Mico da Câmara Pereira se transformou em Michel Teló na televisão portuguesa: que mico!

Se eu te pego, ora pois
Hit mundial com a música Ai, Se Eu Te Pego, Michel Teló foi "homenageado" no A Tua Cara Não me É Estranha, versão portuguesa do programa. O transformado foi o cantor Mico da Câmara Pereira, que se mostrou fã de música brasileira: ele também fez uma performance como se fosse Caetano Veloso. 

reprodução/sbt

Antes do retorno do Rouge no ano passado, Li Martins ganhou barba para ser Conchita Wurst

Pelas barbas do Rouge
Li Martins participou do Esse Artista Sou Eu, do SBT, e decidiu jogar a vaidade longe para ganhar pontos. Em uma apresentação, se transformou em Conchita Wurst, uma drag queen austríaca que ficou famosa ao ganhar o festival da canção europeu, o Eurovision. O vestido feminino e os cabelos longos de Conchita contrastavam com uma barba, que Li reproduziu com perfeição no palco do programa. 

reprodução/polsat

Krzysztof Szczepaniak teve desafio duplo: incorporou Meryl Streep como cantora de ópera

Talento até para ser ruim
No programa polonês Twoja Twarz Brzmi Znajomo, o ator e dublador Krzysztof Szczepaniak teve uma dura missão em um dos episódios: imitar a atriz Meryl Streep em sua performance como Florence Foster Jenkins. Szczepaniak ficou irreconhecível, mas teve de desafinar intencionalmente no papel _Florence é considerada a pior cantora da história da ópera mundial.

reprodução/polsat

A branca e loira Izabella Miko fez homenagem a Michael Jackson que gerou controvérsia

É blackface ou não é?
Para ficarem mais parecidos com os artistas que homenageiam, os participantes do Show dos Famosos (e de suas versões) precisam mudar até o tom da pele, o que levanta polêmicas a respeito do blackface (técnica racista do início do século 20 em que artistas brancos pintavam o rosto de negro). A atriz Izabella Miko, da série Heroes (2006-2010), foi detonada ao reviver Michael Jackson (1958-2009).

Na internet, ela respondeu às críticas: "Muitos artistas homenageados no programa têm pele escura, porque o talento não vê cor, forma ou nacionalidade. Não há nada racista na minha performance, pois não estamos diminuindo os artistas negros. Nós celebramos os grandes, em todas as suas cores. Nós precisamos falar sobre as diferenças de forma aberta, pois a ignorância é que causa a divisão", filosofou.

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