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William Bonner admite estranhar o ritmo do Globo Repórter após décadas no JN

REPRODUÇÃO/TV GLOBO

William Bonner sentado no cenário Globo Repórter, usando uma camisa verde, com cabelos grisalhos, olhando diretamente para a câmera

Bonner no Globo Repórter; ex-âncora do Jornal Nacional admitiu estranhar ritmo 'elástico'

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 17/7/2026 - 7h36

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William Bonner estava acostumado com a correria do telejornalismo diário, mas encontrou um cenário bem diferente ao se tornar parte do Globo Repórter. Depois de décadas à frente do Jornal Nacional, o jornalista admitiu ter estranhado o ritmo de produção do programa semanal e destacou que a experiência trouxe uma nova perspectiva para sua carreira.

Em uma nova reportagem especial, Bonner percorreu Marrocos, Portugal e Espanha para mostrar aos telespectadores os países que receberão a Copa do Mundo de 2030. Ao falar sobre os bastidores das gravações, ele explicou que o processo de produção chamou sua atenção justamente pelo tempo disponível para desenvolver cada reportagem.

"Eu entrei na TV já como apresentador e aprendi edição. Reportagem eu fiz em diversas situações especiais, às vezes coberturas de tragédias, às vezes eventos de grande importância política no Brasil e no exterior. Mas, naquelas ocasiões, elas eram exibidas no mesmo dia em que tinham sido editadas. Já o Globo Repórter permite um respiro muito maior. São reportagens que têm um outro timing", afirmou em entrevista ao jornal Extra.

O jornalista destacou que agora tem uma experiência completamente diferente da rotina que viveu durante tantos anos no telejornal diário. "É muito prazeroso, porque isso me proporcionou uma nova experiência profissional. Fazer a reportagem olho no olho com os entrevistados, escolher a forma de contar a história e ainda fazer isso com um tempo mais elástico é mais confortável", declarou.

A produção foi realizada ao longo de três semanas e passou por oito cidades dos três países. Segundo Bonner, a equipe era formada por cinco pessoas e manteve uma rotina intensa para aproveitar ao máximo o período de gravações no exterior.

"Foram 20 dias, gravando em oito cidades dos três países, numa equipe de cinco pessoas. A rotina de trabalho é muito intensa, porque o ideal é que a gente maximize o aproveitamento das horas do dia. Tudo isso era novo para mim, mas não era novo para nenhum deles, o que me ajudou demais nessa minha primeira experiência para o Globo Repórter no exterior", analisou.

Além de apresentar os cenários da Copa do Mundo de 2030, Bonner explicou que a proposta da série é mostrar os laços históricos entre Marrocos, Portugal e Espanha. "Nós visitamos os três países para mostrar para as pessoas que a escolha deles faz sentido", ressaltou.

A primeira reportagem da série mostra o Marrocos, país que Bonner visitou pela primeira vez. Depois, o Globo Repórter exibirá episódios dedicados a Portugal e à Espanha, aprofundando as conexões históricas e culturais entre os três países que sediarão o Mundial de 2030.


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