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ALÔ JUCA

Vítima de golpe do pix acusa apresentador do SBT e dispara: 'Ele é o anticristo'

REPRODUÇÃO/SBT

Marcelo Castro em reportagem externa do Alô Juca

Marcelo Castro em reportagem externa do Alô Juca: apresentador enfrenta a Justiça baiana

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 25/3/2026 - 14h47

Um dos nomes mais populares do jornalismo policial, o apresentador Marcelo Castro, da TV Aratu (afiliada do SBT na Bahia), enfrenta uma grave crise judicial enquanto vive o auge da carreira. Comandante do Alô Juca, líder de audiência no horário do almoço, ele também é réu de um processo que o acusa de envolvimento em esquema de desvio de doações via pix destinadas a pessoas em situação de vulnerabilidade. Uma das vítimas que teriam sido usadas para o golpe afirmou que chegou a ser coagida a mentir para ganhar dinheiro. "Para mim, ele é o anticristo", criticou, em entrevista à revista Piaui.

Adriana Fonseca de Jesus procurou a ajuda de Castro quando ele ainda trabalhava no Balanço Geral, da Record, em 2023 --ele foi demitido depois que a emissora investigou e descobriu o esquema de desvio de dinheiro. Adriana foi convidada a ir ao programa para pedir ajuda para sua filha, suspeita de ter um tumor.

Sem condições de pagar uma junta médica, a mulher queria que o apresentador divulgasse o caso para ter acesso à saúde. No entanto, à Piauí, ela alegou que teria sido instruída pelo motorista de Castro, além de um outro amigo próximo, a mentir ao vivo.

"[Ele] Me perguntou quanto era o valor da cirurgia. Eu disse que não queria dinheiro, queria um psicólogo e um neuropediatra para a minha filha. Ele disse: 'Se te perguntarem, o valor é R$ 10 mil'", relatou ela à reportagem.

Ao chegar na Record, ela teria sido coagida a afirmar que a pessoa que receberia o pix seria uma parente. Adriana, no entanto, desconhecia o nome da mulher a quem a doação seria destinada. "E disse que, se alguém me perguntasse, eu deveria dizer que era minha prima", relatou. A desconhecida em questão era familiar de um homem acusado de envolvimento no esquema.

As investigações do golpe do pix

Segundo investigação da Polícia Civil e do Ministério Público da Bahia, o jornalista teria participado de um esquema que arrecadava dinheiro ao vivo para ajudar famílias, mas desviava parte dos valores. O caso veio à tona após o jogador Anderson Talisca desconfiar de uma chave pix diferente da exibida na TV ao tentar fazer uma doação.

A denúncia aponta que o esquema teria movimentado centenas de milhares de reais. Castro é acusado de selecionar histórias com forte apelo emocional para sensibilizar o público, enquanto outros envolvidos cuidavam da operação financeira. Caso seja condenado, ele pode pegar até 17 anos de prisão.

Outros depoimentos indicam que participantes teriam sido orientados a encenar situações mais dramáticas diante das câmeras para aumentar as doações. Em vários casos, familiares afirmam que os valores recebidos foram muito inferiores ao total arrecadado pela equipe de TV.

Apesar das acusações, Marcelo Castro segue no ar e em alta na audiência. O Alô Juca chega a vencer Globo e Record na faixa do fim da manhã e início da tarde. Nos bastidores, porém, a situação é delicada: a Justiça já determinou medidas cautelares, como restrições de deslocamento e contato com vítimas, mantidas após negativa de habeas corpus pelo Superior Tribunal de Justiça.

O apresentador não se pronunciou sobre as acusações da Piauí. Desde que as denúncias vieram à tona, ele alega inocência e nega qualquer envolvimento em um esquema criminoso. A defesa de Castro afirma que o dinheiro arrecado foi repassado para quem pedia ajuda.


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