É DE CASA
REPRODUÇÃO/TV GLOBO

Tony Ramos no É de Casa; ator contou como rotina mudou com um cachorro surdo de nascença
Tony Ramos abriu o coração ao contar como é sua rotina ao lado de Zeca, um cachorro que adotou após a morte de sua labradora Mel. O ator revelou que o cão é surdo de nascença e que, no início, ele e a mulher, Lidiane, não faziam ideia da condição do bichinho. Mesmo assim, o convívio acabou se transformando em uma das experiências mais afetuosas da vida do artista, que descreveu o processo de adaptação como "um papo gostoso".
Tony revelou no É de Casa deste sábado (15) que a adoção aconteceu quase que por acaso. Depois que ele perdeu sua cachorra durante a pandemia de Covid-19, o ator estava certo de que não teria mais animais. Entretanto, a enfermeira de sua sogra ofereceu dois filhotes de uma ninhada de recém-nascidos.
O ator e a mulher hesitaram no primeiro momento. "Eu olhei para a Lidiane e falei: 'não, não, não… Esquece'. Mas não era um 'não' forte, era um 'vamos pensar melhor'", contou.
A decisão, no entanto, veio rápido: quatro horas depois, os cãezinhos chegaram à casa deles. Além de Zeca, branquinho como neve, a família ganhou também Eva, que é uma mistura de cinza-escuro com cinza-claro.
O ator lembra que, nos primeiros dias, percebeu comportamentos diferentes entre os dois filhotes. Enquanto Eva reagia a qualquer barulho ou comando, Zeca não demonstrava reação alguma.
A confirmação da condição do pet veio de forma inesperada: um tratador que ficou responsável por eles durante um fim de semana suspeitou que o cão não escutava e comunicou o casal.
Segundo Tony, Lidiane foi responsável por levar Zeca ao centro veterinário, e o diagnóstico de surdez de nascença foi confirmado após uma bateria de exames.
A partir daí, começou o processo de aprendizado dentro de casa. "A Lidiane começou a buscar informações de comunicação com o cão. Não é só fazer isso ou aquilo [demonstra comandos com as mãos], ela foi conversando, ela tem esse dom mesmo", relatou o veterano da Globo.
O ator explicou ainda que a comunicação com Zeca passou a ser construída pela observação e por pequenos gestos. Ele diz que o filhote rapidamente aprendeu sinais simples, como os ligados ao momento da comida. "Eu falo com ele, faço assim [sinal de comer], ele se anima", afirmou. O vínculo, segundo Tony, só aumentou desde então.
A rotina também ganhou novas nuances. Tony contou que, quando volta do trabalho, Zeca o recebe chorando na perna --um comportamento que ele descreve com carinho. "Eu fico olhando aquilo… É um papo gostoso", disse ele, reforçando o quanto o pet transformou o clima da casa depois da perda de Mel.
Tony também enfatizou a parceria com Lidiane nesse processo, já que foi ela quem mergulhou em pesquisas e técnicas para auxiliar o filhote. Ele assegurou que continua aprendendo diariamente com o cão e que o afeto envolvido nesse vínculo especial tem guiado cada passo da adaptação.
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