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UM ANO NO AR

Times Brasil CNBC promove demissões e congela vagas às vésperas do Natal

REPRODUÇÃO/TIMES BRASIL CNBC

Christiane Pelajo no Jornal Times Brasil

Christiane Pelajo no Jornal Times Brasil; canal de notícias reduziu noticiário e fez demissões

GIULIANNA MUNERATTO

giulianna@noticiasdatv.com

Publicado em 19/12/2025 - 13h04
Atualizado em 19/12/2025 - 15h23

O Times Brasil CNBC promoveu demissões e mudanças internas pouco depois de completar um ano de operação no Brasil. O canal, que estreou em 17 de novembro de 2024 como licenciado exclusivo da CNBC no país, dispensou profissionais nos últimos dias e adotou medidas que resultaram na redução do quadro já enxuto de funcionários e em alterações na sua principal faixa jornalística. Procurada pela reportagem, a TV afirmou apenas que se trata de uma reformulação e uma evolução natural.

De acordo com as fontes do Notícias da TV, as demissões ocorreram ao longo da semana que antecede o Natal. Entre as vítimas mais conhecidas do facão, estão dois ex-jornalistas da Globo: Fabio Turci, que foi correspondente da emissora e apresentava o noticiário Radar; e Paula Monteiro, ex-Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

Profissionais das áreas editorial, digital, design, técnica e até maquiagem foram desligados, o que impacta diretamente a rotina de um canal que mantém cerca de 15 horas diárias de programação ao vivo.

A estrutura dos telejornais, já considerada enxuta anteriormente, agora funciona com um editor-chefe, um ou dois editores de conteúdo e o apresentador responsável por cada edição.

Além dos cortes mais recentes, o quadro de funcionários já vinha sendo reduzido ao longo do último mês. Três editores de conteúdo pediram demissão, e as vagas deixadas por eles não foram preenchidas. A direção do canal optou por congelar novas contratações, o que ampliou a sobrecarga da equipe remanescente.

O impacto das decisões não se restringiu aos números. Internamente, o clima passou a ser descrito como de forte tensão, com profissionais apreensivos diante da possibilidade de novos cortes.

Os desligamentos recentes teriam surpreendido até lideranças editoriais, provocando reações emotivas e aumentando a insegurança em relação à cobertura dos próximos plantões de fim de ano e à sustentação da programação ao vivo.

As mudanças ocorrem em contraste com o discurso institucional adotado pelo canal ao longo de seu primeiro ano no ar. O Times Brasil CNBC vinha celebrando a conquista de anunciantes e resultados considerados positivos desde a estreia; mas, na prática, adotou medidas de contenção que resultaram na diminuição da equipe responsável pela produção jornalística.

Também houve impacto direto na grade de programação. Um comunicado interno informou aos funcionários a estreia de um programa diário de esportes às 20h, faixa que hoje integra o horário do Jornal Times Brasil. Com isso, o principal telejornal da emissora perderá meia hora de duração.

Para acomodar a nova atração, o Jornal Times Brasil terá seu horário antecipado para as 18h30. A mudança reduz o tempo do noticiário considerado carro-chefe do canal, justamente em um momento em que a rede enfrenta limitações de pessoal para sustentar a produção ao vivo.

As decisões internas reforçam um cenário de ajustes estruturais no canal, que optou por reorganizar sua programação e sua equipe em vez de expandir o quadro de jornalistas após o primeiro ano de operação.

A estratégia levanta questionamentos sobre a viabilidade de manter uma extensa grade de conteúdo ao vivo com um time cada vez mais reduzido.

Outro lado

O Notícias da TV procurou o canal Times Brasil CNBC para comentar as demissões, o congelamento de vagas, o clima interno e as mudanças na programação. A rede alegou que se trata de uma reformulação.

"O Times Brasil | CNBC anunciou uma reformulação de sua grade de programação para 2026, reforçando o foco no noticiário diário do universo de negócios. A iniciativa representa uma evolução natural após o primeiro ano de operação da emissora, período marcado pelo amadurecimento do projeto editorial em alinhamento com a marca CNBC no mundo e pela leitura das expectativas do mercado brasileiro", afirmou em nota.


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