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DIFÍCIL

Tati Machado revela missão que assumiu após perda gestacional: 'Luto enorme'

REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Tati Machado enxuga lágrimas em seu rosto

Tati Machado enxuga lágrimas durante entrevista ao Programa Flávio Ricco, no YouTube

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 17/3/2026 - 20h49

Dez meses depois de sofrer uma perda gestacional, a apresentadora Tati Machado ainda sente os efeitos do luto de Gael. Ela admite que seguir em frente sem o filho não é fácil e que a experiência fez com que ela mudasse por completo, mas ressalta que decidiu usar a tragédia pessoal como uma missão para ajudar outras pessoas.

"Quando o nosso filho partiu, eu recebi muitas mensagens de carinho de muitas pessoas se abrindo para me contar as suas histórias. Pessoas que quiseram me dar apoio; mas, para isso, precisaram abrir a vida delas, mexer na dor delas para ver se conseguem tirar um pouco da minha e me dar alento", apontou Tati no Programa Flávio Ricco, da LeoDias TV, nesta terça (17).

Hoje, ela tenta fazer o mesmo por outras pessoas que vivem a mesma dor. "Virou um compromisso mesmo que eu tenho respondê-las. Não consigo todas, porque são muitas, mas se as pessoas me mandam mensagem falando que passaram pelo que eu passei, eu pego o celular e gravo um áudio para que elas escutem a minha voz", contou a colega de Ana Maria Braga no Mais Você.

"Os pais e as mães dividiram suas dores comigo para me ajudar, e agora eu faço isso também. Jamais sinto como se fosse um fardo, mas tenho esse compromisso de ajudar muitas pessoas. Não só em relação ao luto de perder um filho na barriga ou bebê, mas ao luto de uma forma geral. Porque eu perdi meu pai de uma forma trágica, ele teve um aneurisma cerebral na pandemia."

A apresentadora ressaltou que não é fácil reviver a dor, mesmo que com a melhor das intenções. "Eu vejo que essa coisa do luto é cansativa, mas não fisicamente, no sentido de 'preciso deitar e descansar'. É cansativo visceral, da alma, chega um momento em que eu estou cansada! E eu acredito que o luto é do tamanho do nosso amor, por isso que a gente sente, porque a gente ama. Quando a gente não sente muito, talvez porque não era aquilo tudo", explicou.

"Eu ainda passo por um luto enorme, mas você vai aprendendo a lidar. E essa é a parte mais difícil, porque eu estou aqui, agora, rindo pra caramba, aí entro no meu carro, escuto uma música e já começo a chorar. É essa oscilação o tempo todo, e está tudo bem, faz parte do processo!", contemporizou.

"A maior luta desse momento é porque eu era uma pessoa antes; com a gravidez, me transformei, virei mãe, e estava pronta para continuar essa transformação. Isso foi quebrado, teve um corte seco, e eu virei uma terceira versão, que é a mais distante de quem eu sou por essência. Essa pessoa mais triste, mais quieta, que hoje em dia tem mais problemas de socializar, prefiro estar no meu mundinho. E eu nunca fui nada disso", apontou Tati.

"Então, às vezes eu resgato a outra Tati, e é maravilhoso, é divertido, eu mereço isso. E, na sequência, eu falo: 'Mas eu não sou mais assim', e volto. Essa oscilação é cansativa. Com terapia, eu entendi que essa é a minha vida agora, e eu vou buscar que ela seja a melhor possível. Só que é difícil pra caramba, porque é muita raiva mesmo que dá", admitiu ela.

"E é tudo em cima de expectativa, eu fico imaginando como seria o momento dos seis meses, da introdução dos alimentos, agora como seriam os dez meses, como se o Gael estivesse crescendo. Só que ele não teve a oportunidade de viver isso, e nem eu de exercer da maneira que eu me planejei. É difícil, mas eu estou aqui, firme", finalizou Tati Machado.


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