Menu
Pesquisar

Buscar

Facebook
X
Instagram
Youtube
Pesquisar

Buscar

TRETA NOS BASTIDORES

Taís Araujo solta o verbo sobre Vale Tudo: 'Fiz o melhor que podia com o que tinha'

REPRODUÇÃO/TV BRASIL

Taís Araujo une as duas mãos em oração e as leva ao rosto com expressão de desespero

Taís Araujo falou sobre o drama nos bastidores de Vale Tudo no Sem Censura desta segunda (11)

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 11/5/2026 - 18h49

O remake de Vale Tudo (2025) chegou ao fim em outubro do ano passado, mas as tretas de bastidores ainda rendem. Taís Araujo falou abertamente sobre a discussão que teve com a autora Manuela Dias sobre os rumos de sua personagem, a mocinha batalhadora Raquel, e sobre os motivos que a levaram a seguir em frente mesmo em condições pouco favoráveis. "Fiz o melhor que podia com o que eu tinha", cravou.

A atriz participou do Sem Censura desta segunda-feira (11) e foi questionada por Cissa Guimarães sobre suas frustrações com a trajetória da heroína, que tinha sido vivida por Regina Duarte na versão original de 1988. "A Raquel está entre as três personagens mais importantes da minha carreira. E muito por uma escolha mesmo de atuação. De eu e a Yara de Novaes decidirmos fazer uma coisa mais crua, limpar a cara toda, tirar a maquiagem, fazer uma mulher dessas que a gente conhece, que a gente olha e reconhece ela na vida."

"E isso é um exercício dificílimo de atuação, é muito difícil de fazer. Eu acho que eu consegui em alguns momentos, não foram todos, porque é muito difícil mesmo e numa novela você tem uma quantidade de cenas muito grande. Em alguns momentos eu consegui, e foram momentos muito especiais na minha carreira, cenas de portfólio mesmo, para guardar e mostrar pros outros", disse.

"O que aconteceu é que eu fui convidada para fazer uma personagem que eu sabia a história dela (risos), né? E de repente me apresentaram outra. E eu achei esquisitíssimo aquilo. Mas entendi, porque também novela é uma obra aberta. Só que eu não sabia que remake também era aberto, isso eu não sabia", alfinetou a artista.

"Eu achei que... Obviamente você vai reestruturando coisas, para você atualizar, uma novela que passou quase 40 anos atrás você tem que fazer atualizações, mas a espinha dorsal, realmente, eu não esperava. Romeu e Julieta têm que morrer no final, os dois. Não dá para um ficar vivo, senão não é Shakespeare. Isso para mim bateu num lugar muito duro, foi difícil", admitiu.

"Mas eu entendi também, falei: 'Gente, são escolhas, a gente tá no jogo. Foram escolhas que foram feitas'. Ok, por mais que eu fique triste, chateada, frustrada, seja o que for, esse é o meu ofício. Depois que eu fiquei chateada, entendi e falei: 'Agora eu vou continuar entregando o melhor possível até o final. Eu não vou esmorecer porque eu não tô sozinha aqui. Tem uma equipe inteira querendo contar essa história, um elenco que tava muito querendo contar aquela história, a equipe inteira comigo'", ressaltou Taís.

"Falei: 'Gente, eu não vou ficar tristinha e não vir trabalhar ou pegar um trabalho pelo qual me esmerei tanto e jogar no lixo'. Porque essa é a minha vida, é o meu trabalho, é a minha profissão, é o meu ganha-pão. Eu tenho que olhar para ele com muito respeito e honrar muito. Falei: 'É isso aqui que eu tenho? Então vambora fazer bonito até o final'. E a equipe também, tenho muito respeito, uma equipe maravilhosa", valorizou a artista.

A protagonista do remake ainda afirmou que, apesar dos problemas, teve momentos muito bons vivendo Raquel. "Eu fui feliz porque eu sabia que eu tava ali fazendo o melhor que eu podia com o que eu tinha. E acho que o público não consegue mensurar o que é a equipe de uma novela, é muita gente, que trabalha muitas horas por dia, igual a todo brasileiro que mora longe, que pega não sei quantos transportes públicos para chegar no Projac."

"Eu não podia olhar pra todas aquelas pessoas e falar 'não'. 'Amor, tá todo mundo aqui, isso aqui é nossa vida. É o que a gente faz para sustentar nossas famílias, vambora'", ressaltou a mulher de Lázaro Ramos.

Taís também falou sobre como se tornou um apoio importante para Bella Campos, que vivia Maria de Fátima no remake e também se viu envolvida em polêmicas nos bastidores --tanto por críticas à sua atuação nos primeiros capítulos quanto por um imbróglio com Cauã Reymond.

"O trabalho de uma protagonista de novela não é só chegar e fazer 30, 40 cenas. Não para por aí. Você tem uma questão política, é a maneira como você se comporta, o horário que você chega, com o texto decorado, tudo isso influencia. Porque você está ali para todo um elenco e para toda uma equipe", ressaltou a mocinha da novela.

"Sem a Maria de Fátima, não tem Vale Tudo. Então era muito importante que a Bella estivesse forte. Para mim, para a Debora [Bloch], para a Manuela Dias, para a TV Globo, para todo mundo. A Bella tinha que estar forte, eu falava: 'Essa menina não pode fraquejar, senão acabou para todos nós'", apontou.

"Além de respeitá-la como uma jovem que está começando um trabalho muito importante. É o ofício de todos nós. Tanta gente no Brasil só consegue se entreter quando está vendo novela, nosso trabalho é muito importante por isso também", cravou Taís na conversa com Cissa.


Mais lidas


Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.