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ENTENDA!

Show do intervalo do Super Bowl só existe por causa de Jim Carrey e Jennifer Lopez

REPRODUÇÃO/GE TV

Bad Bunny caminha por plantação cenográfica com uma bola de futebol na mão

Bad Bunny no show do intervalo do Super Bowl deste ano; espetáculo só começou em 1993

REDAÇÃO

redacao@noticiasdatv.com

Publicado em 8/2/2026 - 22h26

Mesmo quem não acompanha futebol americano tem motivos de sobra para sintonizar o Super Bowl, final do campeonato que vai ao ar domingo (8). O show do intervalo conta com apresentações históricas de grandes nomes do pop rock, como Lady Gaga, Justin Timberlake ou, neste ano, o cantor Bad Bunny. Mas nem sempre foi assim. E, bizarramente, os atores Jim Carrey e Jennifer Lopez tiveram um papel essencial para que tudo mudasse.

É que, até 1991, os intervalos do Super Bowl eram povoados por atrações inexpressivas, como a banda marcial da universidade da cidade onde o jogo acontecia, comediantes ou o grupo Up with People, que quase sempre apresentava uma longa mensagem motivacional ao público. O espetáculo era tão "lado B" que, em 1989, o show principal foi feito por Elvis Presto, um cover de Elvis Presley (1935-1977).

Nos Estados Unidos, a exibição da final do futebol tradicionalmente consegue a maior audiência do ano na TV, com um público que ultrapassa os 100 milhões. Por isso, as principais redes se revezam na transmissão do evento, e nenhuma outra se arrisca a colocar qualquer programa inédito no mesmo horário. Em 1992, era a vez de a CBS exibir o jogo. Mas a Fox, que na época não fazia parte do rodízio, decidiu contra-atacar.

A rede, que tinha pouco mais de cinco anos de vida, fez uma aposta ousada para ganhar relevância: programou uma edição inédita do humorístico In Living Color (1990-1994) para ser exibida ao vivo durante o intervalo do Super Bowl na concorrente. A ideia do então presidente da Fox, Jamie Kellner, era atrair o público que ficava entediado com as performances sonolentas.

O elenco da atração, que revelou nomes como Jim Carrey, Jamie Foxx, Damon Wayans (de Eu, a Patroa e as Crianças) e T'Keyah Crystal Keymáh (a matriarca de As Visões da Raven), além das dançarinas Jennifer Lopez e Rosie Perez, topou o desafio. Os roteiristas começaram a escrever esquetes que tivessem relação com futebol americano, justamente para pegar os fãs do esporte.

A tática era de guerrilha: o programa foi exibido com um relógio que fazia contagem regressiva para a volta do jogo na rede rival. A Fox também ofereceu um prêmio de US$ 1 milhão para um de seus espectadores que ficasse sintonizado na atração.

Programado para bater de frente com o intervalo do Super Bowl, que tinha como atração principal uma apresentação de patinação no gelo com os atletas Brian Boitano e Dorothy Hamill, o In Living Color especial conseguiu roubar mais de 22 milhões de espectadores da CBS --que havia minimizado a concorrência e definido que a tentativa de contra-ataque da Fox era "fofa".

Dias depois do Super Bowl, as redes que faziam parte do rodízio exigiram que a NFL, a liga de futebol americano, começasse a fazer shows mais elaborados, para que o público não fugisse entre um tempo do jogo e outro.

O pedido deu resultado: em 1993, ninguém menos do que Michael Jackson (1958-2009) subiu no palco montado no Rose Bowl, na Califórnia, para apresentar hits como Billie Jean, Black or White e Heal the World. O efeito foi imediato: foi o primeiro ano na história do evento em que a audiência aumentou durante o intervalo.

Nos anos seguintes, vieram nomes como Diana Ross, James Brown (1933-2006), Boyz II Men, Gloria Estefan, Stevie Wonder, Phil Collins, Aerosmith, U2, Paul McCartney, Rolling Stones, Prince (1958-2016), Bruce Springsteen, The Who, Madonna, Beyoncé e Katy Perry.


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