A gente manda.
Você recebe.
Depois manda a real pra todo mundo.
PROGRAMAÇÃO TEMÁTICA
MANOELLA MELLO/TV GLOBO

Globo apresentou a programação planejada para a Copa do Mundo em coletiva de imprensa
Quem acompanhou as últimas edições da Copa do Mundo se acostumou com a cobertura da Globo. Em 2026, a emissora manterá um volume parecido de transmissões, com 55 jogos -- entre 2002 e 2022, foram 56 por edição. A diferença é que o Mundial da América do Norte terá 104 partidas, por causa do aumento no número de seleções, e a íntegra do torneio ficará disponível apenas na CazéTV. Diante desse novo cenário, a líder de audiência na TV aberta preparou uma programação fortemente voltada para a competição.
Em comparação ao último mundial, a Globo praticamente vai dobrar o tempo dedicado à competição. Para 2026, estima-se mil horas de conteúdo sobre Copa do Mundo. Com índices de audiência aquém do que já foram, a emissora investe na paixão do brasileiro pela competição para se dar melhor no Ibope.
Além, claro, das transmissões na Globo e Sportv, a aposta é na GE TV e nas redes sociais para competir com a CazéTV.
Um exemplo dessa estratégia é a contratação do ex-jogador Ronaldinho Gaúcho, que conduzirá o Rolê do Bruxo, que pretende exibir "aventuras aleatórias" do ex-atleta na América do Norte. O material será exibido ao longo da grade nos canais e também nas redes sociais da Globo.
No caso da GE TV, em que a comparação com a CazéTV vai ser mais direta, a emissora ainda não definiu uma grade fixa. O plano é de flexibilidade, com um "pré-jogo ilimitado", que pode funcionar para tentar atrair o público antes do início das transmissões da concorrente com a live no YouTube ligada há mais tempo.
Este formato em busca de histórias inusitadas, como o quadro de Ronaldinho, também é a aposta de alguns programas da TV aberta, para apresentar a proposta de misturar o futebol com o entretenimento. Como no caso do Caldeirão do Mion e Domingão com Huck.
Os esportivos como Globo Esporte e Esporte Espetacular também desembarcam nos EUA e tentarão passar o clima da competição.
Logo na primeira semana da Copa do Mundo, o Mais Você será transmitido direto de Nova York, com matérias de culinária e cultura de EUA, Canadá e México. Assim como Ana Maria Braga fez em campeonatos anteriores.
Diferentemente do último mundial, que foi no Catar e despertou um fator de curiosidade, a Globo aposta em uma gravação em massa em lugares que tem maior conhecimento do público. Seja no esporte, no entretenimento ou em variedades. A estratégia tenta atrair um público que, provavelmente, não vai se importar em perder alguns jogos da Copa, mas que ainda quer saber de tudo.
Para aqueles aficionados por futebol que querem assistir Curaçao e Costa do Marfim, por exemplo, o caminho deve ser a CazéTV.
Até o Jornalismo terá uma presença reforçada na cobertura da Copa, mesmo com a Globo sem acesso à íntegra dos jogos do torneio. O Jornal Nacional, por exemplo, será apresentado diretamente da Times Square, em Nova York, enquanto outros telejornais da emissora exibirão séries especiais ao longo da competição.
A Globo ainda mira em diversidade. Como o Convocadas, que entrevistou as mulheres dos jogadores da Seleção, provavelmente almejando cativar o público feminino. Para manter um contato ainda próximo com o público no Brasil, a emissora trouxe de volta o Glô Na Rua, quadro do Carnaval, para falar com torcedores nas ruas.
Enquanto muitas pessoas assistem apenas a jogos da Seleção Brasileira, uma parcela do público quer devorar a Copa do Mundo. Sem o cardápio completo de jogos, a Globo usa do Sportv para tentar desidratar a CazéTV.
Além de uma grade totalmente voltada ao mundial e pré e pós-jogos robustos, o ás do canal é o tradicional Seleção Sportv, que terá um elenco recheado de ex-jogadores. O principal destaque é a contratação do ex-técnico Felipão, que estreia como comentarista.
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