ESPORTE E DIVERSÃO

Sem resenha nem mesa-redonda: Como o Balanço da Copa se moldou no DNA do SBT

ROGÉRIO PALLATTA/SBT

jornalistas se alinham para foto em estúdio

Wallace Neguerê, Rogério Felgueiras e Carol Barcellos no estúdio do Balanço da Copa, do SBT

EDUARDO REIS

eduardo@noticiasdatv.com

Publicado em 17/7/2026 - 9h00

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O Balanço da Copa nasceu com uma missão clara dentro do SBT: fugir do modelo tradicional dos programas esportivos. Exibida diariamente durante a Copa do Mundo, a atração foi desenhada para misturar informação, entretenimento e elementos característicos da emissora, sem abrir mão da cobertura do torneio. A proposta, segundo Rogério Felgueiras, editor-chefe dos programas esportivos do canal, partiu de uma orientação direta da direção.

Quando recebeu a missão de desenvolver o projeto, Felgueiras conta que ouviu de Thiago Galassi, diretor de esportes da emissora, que o programa não poderia ser apenas mais uma mesa-redonda sobre futebol. A ideia era incorporar o tão proclamado "DNA do SBT".

"Ele me chamou e falou: 'Eu não quero um programa que seja um debate esportivo, eu quero um programa diferente. Tem que ter o DNA do SBT, que é a pegada do entretenimento, mas a gente não pode fugir do esporte'", diz o profissional em entrevista exclusiva ao Notícias da TV.

Para chegar ao resultado desejado pela direção, imagina-se um longo processo de estudo e preparação. No caso do Balanço da Copa, porém, as coisas deram certo naturalmente e no improviso, de acordo com Felgueiras: "Na real, não tem muita preparação, não. A gente vem, passa o dia aqui vendo o jogo, conversando, reuniãozinha toda hora".

A partir daí, a equipe começou a desenhar um formato que conversasse com o público que já estava assistindo à programação da emissora durante a noite. Adaptações e novas propostas começaram a dividir espaço com análises das partidas e notícias da Copa.

"A pegada foi essa: misturar bastante entretenimento. O maior desafio de um programa no fim da noite é conseguir reter o máximo de público que vem antes. Normalmente a gente vem [depois] do Ratinho, do Viva a Noite, da Patricia Abravanel. Então botamos música, fazemos game, adaptamos formatos para o esporte", afirma.

Segundo Felgueiras, o cenário também foi pensado para deixar a apresentação mais dinâmica, evitando o formato tradicional de comentaristas sentados em uma bancada.

"A gente não fica naquela coisa de dividir tela com ilustração e sonora. Está sempre passeando pelo estúdio, mostrando telão no chão, fazendo análise de um jeito diferente. Acho que o resultado final é muito bom", defende.

Outro desafio foi equilibrar os perfis completamente diferentes dos apresentadores Carol Barcellos e Wallace Neguerê. Enquanto a jornalista trouxe sua experiência no noticiário esportivo, o apresentador da N Sports ficou responsável por puxar o programa para momentos mais descontraídos.

Felgueiras afirma que, com o passar dos dias, Carol passou a embarcar cada vez mais na proposta da atração, inclusive participando de brincadeiras e quadros que inicialmente dizia não se imaginar fazendo.

"A Carol falava que dançar, nem pensar. Aí veio o Naldo Benny, veio o Planta e Raiz, depois vieram outros convidados, e ela foi se soltando. Já estava dançando, soltinha. O perfil foi encaixando", afirma.

Sem Brasil, mas ainda com diversão

Mesmo com a eliminação precoce da Seleção Brasileira, Felgueiras diz que o principal desafio continua sendo manter o programa interessante até o fim da Copa. A meta é preservar a proposta criada desde a estreia e evitar que a atração se transforme em um debate esportivo convencional.

"Sem o Brasil, o desafio é muito grande. É conseguir manter esse nosso DNA, informar, entreter e não deixar o programa ficar chato, não ficar aquela mesa-redonda que a gente vê em muitos canais por aí. O programa tem que ter a mesma cara que teve no primeiro dia", diz.

Nos bastidores, a rotina da equipe acompanha o ritmo intenso do Mundial. São 40 dias de trabalho ininterrupto, com reuniões constantes e praticamente sem folgas para a equipe responsável pelo programa diário.

Copa passa rápido, mas são 40 dias puxados. A gente passa o dia vendo jogo, fazendo reunião, conversando. Já sabia que quando começasse seria porrada. Mas todo mundo se apoia, ninguém larga a mão de ninguém.

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